Pratos típicos do inverno francês


No outono e no inverno, a qualidade dos crustáceos e frutos do mar é excelente. Eu aconselho a todos o plateau de fruits de mer do restaurante Le Dôme. Quer dizer, uma grande bandeja colocada no centro da mesa com ostras, camarões, caranguejos, mariscos, bulots (escargot do mar) e uma coleção de conchas comestíveis com nomes simpáticos: clams, praires, coques. Acompanham este plateau, pão de centeio, limão, às vezes um molho de azeite, vinagre e cebola (mas o limão é melhor), manteiga salgada e maionese. O limão é para as ostras e as conchas. A maionese para acompanhar caranguejos e camarões. E a manteiga para acompanhar tudo.

Sobre o restaurante Le Dôme, leiam este artigo aqui.

Todos os anos lembro a vocês que o marron glacé, a deliciosa castanha portuguesa cozida dentro de um saquinho de filó, caramelizada com carinho, sequinha somente por fora e bem macia, é um produto fabricado e vendido no inverno.

Comprem no Fauchon.



O jardim da Gare Montparnasse


O leitor Nick Fraines me enviou fotos de um jardim situado na Gare Montparnasse. Intrigada com o aspecto tropical deste jardim o qual eu não conhecia, fiz uma pequena pesquisa.

Fiquei sabendo que a construção desta estação ferroviária, aliás a única estação de Paris construída no século XX, fez parte de um grande projeto imobiliário dos anos 60 que incluiu também a torre Montparnasse e um jardim chamado Jardin Atlantique. A proposta do paisagista para este jardim foi de reproduzir a vegetação das duas faces do Atlântico, ou melhor, dos continentes americanos, europeus e africano.  Por isto estes bambus e este ar de jardim brasileiro.

O Jardin Atlantique foi construído em cima de uma imensa plataforma de concreto de 3,5 hectares. Ele é, na realidade, uma solução sonora e estética. Por um lado ele protege os habitantes do bairro do barulho dos trens e, por outro, ele esconde as vias férreas.



Fondation Cartier: Graffiti


A bela Fondation Cartier apresenta neste verão, e até final de novembro, uma interessante exposição sobre o grafite.

A exposição se chama Né das la rue ( Nascido na rua ) e conta a história desta forma artística que nasceu nas ruas de New York durante os anos 1970. No início do movimento,  jovens originários dos bairros pobres da cidade assinavam seus nomes nos muros. Durante os anos 1980 o movimento apresentou uma grande criatividade, evoluindo as assinaturas  e as transformando em desenhos. A mídia começou a se interessar por este fenômeno e, no final dos anos 80,  os grafites espalhados pelos muros da cidade e do metrô ganharam o status de obras de artes e passaram a ser expostos nos museus.

Dez artistas vindos de países diversos mostram suas instalações e obras executadas nos muros do museu.

Fondation Cartier – 261 boulevard Raspail 75014 – Metrô Raspail – fechado nas segundas – até 29/11/2009.

A Fondation Cartier esta descrita nos meus roteiros de Montparnasse.

O site da Fondation mostra vídeos interessantes sobre a exposição: www.fondation.cartier.com



Alérgico ao antigo? Alugue um novo


O mercado imobiliário de Paris se divide em dois grupos: o antigo e o novo.

Predominam os prédios construídos no século XVII ( sobretudo os do Marais), no século XVIII e no XIX ( a arquitetura dita haussmanniana ). Eu vivi treze anos no Marais em uma construção que datava de 1680 e agora vivo perto da Opera Garnier, em um prédio do século XIX. Gosto do charme do antigo, exótico para quem vem de um país onde somente existe a arquitetura contemporânea.

Mas tenho amigos, franceses e brasileiros, que detestam o antigo por várias razões. Primeiro, não suportam o elevador ( quando elevador existe ) minúsculo, construído no vão da escada. Segundo,  desconfiam das instalação elétricas e hidráulicas, apesar de serem mais recentes , é claro. Terceiro,  não gostam da divisão interna, pensada para um outro estilo de vida. E assim a lista de defeitos pode ser longa para quem não gosto do antigo.

Por isto acho interessante a dica de Leonides de Carvalho, um amigo de longa data. Ele alugou um apartamento em um prédio novo, situado em Montparnasse, perto da estação de metro Pasteur e da estação ferroviária Gare Montparnasse. O ponto é ótimo e a proximidade da estação não ocasiona incômodos sonoros maiores que os habituais de uma cidade grande.

Além das qualidades de um prédio novo e da boa localização, este apartamento possui um atrativo enorme, mesmo para parisienses: a vista da torre Eiffel.

Este apartamento possui uma sala grande, cozinha completa, dois quartos e dois banheiros (outra qualidade dos novos)

Ele alugou este apartamento pela agência www.parisattitude.com, onde vocês poderão obter informações complementares.



A torre Montparnasse


O leitor Sergio T. Gonçalves, para a minha felicidade, continua me enviando fotos. Vamos lá.

tm2.jpg

Nós brasileiros somos contemporâneos. Nossa estética é marcada pelo aqui e agora. Não temos passado. Nós somos o contrário dos franceses. Eles vivem o passado. A estética deles está influenciada por este passado, presente em tudo, sobretudo na arquitetura. Qualquer coisa que fuja dos padrões arquitetônicos do século XIX eles não gostam. As vezes, depois de um certo tempo, aceitam e podem mesmo gostar, o caso da pirâmide do museu do Louvre. Mas a torre Montparnasse eles detestaram e detestam ainda. Em um artigo já publicado no blog sobre como visitar a Torre Eiffel eu falo sobre isto.

Acontece que subir na torre Montparnasse é um grande momento.

tm4.jpg

Do alto da torre Montparnasse você vê a Torre Eiffel. Atrás da Torre vocês podem ver os prédios do La Defense.

tm5.jpg

Aqui vocês estão vendo a colina de Montmartre e no alto o Sacre Coeur.

tm3.jpg

Linda esta foto, metade de Paris na sombra e no meio a cúpula dourada dos Invalides.

tm7.jpg

O jardim Luxembourg. A pequena torre a direita, após o jardim, é a Universidade Paris VII onde fiz um doutorado.

Pois é, não deixem de subir nesta torre que os franceses detestam tanto.

Obrigada Sérgio.




Os segredos de Montparnasse em Paris (8): Hotel des Academies


O Hotel des Academies em Montparnasse é bem decorado, charmoso, bem localizado pois ao lado do Jardin du Luxembourg e da praça Saint Sulpice, o atendimento é ótimo e as tarifas não são caras.

Tinha lido um artigo na imprensa francesa sobre este hotel e quando fui visita-lo fiquei encantada. A entrada é simples, uma pequena porta banal.

hleve8.jpg

Mas o interior possui uma decoração refinada, toda ela baseada nos bonecos que as escolas de pintura e desenho utilizam durante os cursos. O Hotel está localizado na rua de la Grande Chaumière onde sempre esteve uma academia de desenho freqüentada por nomes famosos.

hleve1.jpg

Você pode tomar o café da manhã na biblioteca

hleve.jpg

ou na sala.

hleve2.jpg

Os quartos são absolutamente adoráveis, com wifi, tvLCD e os banheiros confortáveis.

hleve3.jpg

dscf1666.jpg

dscf1653.jpg

A tarifa de um apartamento para duas pessoas é 220 euros. O site do hotel oferece uma promoção, hoje, o mesmo apartamento por 187 euros.

Visto os preços praticados, visto a elegância do hotel, visto a sua localização, esta tarifa é excelente.

Para saberem as tarifas atuais deste hotel e fazerem suas reservas, indico o excelente site: booking.com

Hotel des Academies et des Arts – 15 rue de la Grande Chaumière 75006 Paris.

Leiam todos os oito artigos que escrevi sobre esta região, começando pelo primeiro. Nestes artigos indico três restaurantes, uma ponta de estoque e um museu.



Os segredos de Montparnasse em Paris(7): o mito do La Coupole.


couleve.jpg

La Coupole é um dos restaurantes mais conhecidos de Paris. Inaugurado com grande pompa em1927 com mosaicos de inspiração cubista, madeiras nobres, pinturas decorativas nas paredes e colunas. Durante anos o restaurante foi o centro da vida artística e intelectual da cidade.

Quando entrarem neste restaurante pensem em Picasso, Man Ray, Cartier- Bresson, Buñuel, Henry Miller, Anais Nin, Hemingway, Giacometti, Sartre, Gainsbourg, Jane Birkin. Da inauguração até hoje, 80 anos de espetáculo e de personalidades desfilando.

couloeve1.jpg

80 anos que o tradicional curry de cordeiro é servido por um garçon em vestimentas tamoul, elaborado de acordo com receita clássica.

couleve2.jpg

180 pessoas trabalham na brasserie, cada coluna mede 5 metros de altura, 950 pratos são servidos diariamente e 100 toneladas de ostras são consumidas em um ano.

Preços: entrada de 9 à 20 euros, prato principal de 20 à 40 euros. Um prato vegetariano por 17 euros.

O restaurante oferece dois menus que são mais baratos. O primeiro com uma entrada, um prato e sobremesa por 31 euros e o segundo com entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa por 24 euros. Você pode pedir estes menus todos os dias de 11.30 às 18 horas e depois de 23 horas, menos no domingo no almoço e nos dias feriados. Entre as entradas dos menus, foie gras, ostras, salada. Pratos principais, truta, veado, salmão fresco e filé.

La Coupole – 102 boulevard Montparnasse – 75015 – metro Montparnasse Bienvenue ou Vavin.

Quando estava dando sugestões para o reveillon 2007 escrevi um pequeno artigo sobre o La Coupole

Para reservar uma mesa ou obter informações complementares: www.flobrasseries.com

Leiam o oitavo e último artigo sobre Montparnasse.



Os segredos de Montparnasse em Paris (6) – o Bistrot do Dôme


Ao lado do restaurante Le Dôme encontra-se o Bistrot du Dôme. Quer dizer, a mesma qualidade , um cardápio mais simples e preços mais baixos.

dscf1687.jpg

A sala é pequena mas acolhedora e a cozinha é boa.

bisleve.jpg

Os preços dos pratos do bistrot são bem mais baratos que os preços do restaurante. Um bom argumento para você parar e almoçar uma lotte aux citrons confits. Eu gosto muito da lotte mas não sei o nome deste peixe no Brasil. Aliás, minha irmã me pediu que eu fizesse um artigo sobre os melhores peixes franceses. O problema é que não sei o equivalente em português. Eu gosto do bar selvagem, do saint pierre, do turbot e da lotte.

Se uma leitora ou leitor puder me ajudar fazendo a tradução, seria ótimo.

Le Bistrot du Dôme – 1 rue Delambre – 75014 Paris – tel. 01 43 35 32 00 – metro Vavin.

Leiam o sétimo artigo sobre Montparnasse.



Os segredos de Montparnasse em Paris (5): a melhor peixaria da capital


poleve.jpg

Eu sei, vocês estão no hotel, ninguém está pensando em comprar peixes. Mesmo sabendo disto eu aconselharia uma paradinha diante das vitrinas da peixaria do restaurante Le Dôme.

Ela está ao lado do restaurante, na rue Delambre. Uma maravilha.

poilevew3.jpg

As ostras, o salmão defumado, as coquilles Saint Jacques, os peixes, tudo de uma qualidade rara. Além do mais, a loja é uma graça com sua decoração de azulejos pintados.

Vocês podem comprar os produtos crus ou já preparados. Grelhados ou poché.

Eu compraria, por exemplo, fatias de salmão defumado, em seguida uma baguette e iria comer meu sanduíche no café da esquina.

Possonnerie du Dôme – 4 rue Delambre 75014 Paris. Metro Vavin.

Leiam o sexto artigo sobre Montparnasse.



Os segredos de Montparnasse em Paris (4): o restaurante Le Dôme


O restaurante Le Dôme, em Montparnasse, é conhecido por todos aqueles que gostam de peixes e crustáceos. Um restaurante tradicional de Paris, muito apreciado pelos parisienses e pelos americanos, com a reputação de ter os peixes mais frescos da capital.

Ao lado do restaurante tem a peixaria Le Dôme e o bistrot do Dôme. Este último seria uma versão mais simplificado do restaurante com preços mais em conta. Tanto a peixaria quanto o bistrot serão comentados, à parte, em outros artigos.

doleve1.jpg

Logo na entrada a banca de crustáceos,

doleve2.jpg

uma decoração tradicional e acolhedora,

doleve3.jpg

com uma varanda agradável.

doleve7.jpg

Uma foto parcial do cardápio para vocês terem uma idéia dos preços.

Eu gosto muito deste restaurante pelo seu lado cozinha tradicional bem francesa e pela qualidade dos produtos. Na realidade, le Dôme é uma brasserie dos anos 1920 que conseguiu manter um clima do início do século XX, intimista e calmo.

Le Dôme: 108 boulevard du Montparnasse 75014 Paris – telefone: 01 43 35 25 81.

O restaurante é tão tradicional que eles ainda não descobriram internet. Eles não tem um site.

Citado por Gault e Millau 2007, por Guide Michelin Rouge 2007, por Pudlo 2007.

Leiam o quinto artigo sobre Montparnasse.