O que comprar na Provence


Os objetos cultes da Provence são numerosos e todos nós os compramos quando passamos por Avignon, Roussillon, Gordes,  estas maravilhosas cidades do sul da França.

Começo citando um deles, os calissons de Aix en Provence. Pequenos biscoitos em forma de losângulos, colados uns aos outros dentro de uma caixa de papelão encantadoramente fora de moda,  e  preparados com pasta de amêndoas.

As receitas variam e o grande pâtissier da moda, Philippe Conticini, possui uma divina:  pasta de amêndoas perfumada com água de flor de laranja e cobertos com suspiro. Aqueles que não podem comprar os originais em Aix en Provence, podem provar esta nova versão em uma dos dois endereços do chefe corso.

93 rue du Bac 75007 Paris e 111 rue Longchamp 75016 Paris.



Provence – o mercado de l’Isle sur La Sorgue


Fotos e dicas enviadas por Andréa Boldrim

l’Isle sur la Sorgue é uma pequena cidade situada na Provence, a 30km de Avignon. O grande programa é a visita da sua feira livre que acontece todos os domingos, das 8h às 14h, no centro da cidade e em torno dos cais do rio.

A feira é enorme e se espalha pelas ruas da cidade. As lojas também ficam abertas e o ambiente é festivo

Os famosos sabonetes provençais.

Os não menos famosos queijos.

Temperos diversos.

As tão comentadas espadrilles.

Entre as barracas, vários cafés  para uma pausa aperitivo.

Não percam também uma visita da igreja de l’Isle sur la Sorgue.

Aproveito este post com as dicas de Andrea, para indicar um restaurante a l’Isle sur la Sorgue que gosto muito, o Le Vivier. Citado por dois grandes guias, o Michelin e o Gualt Millau, o Le Vivier propõe durante a semana um menu a 30 euros. Maiores informações, olhem o site abaixo.

www,levivier-restaurant.com



Picasso e o Château de Vauvenargues


Este artigo foi escrito por Eduardo, proprietário do excelente blog Da cachaça pro vinho.

Tem gente que é boa-vida. Tem gente que é gênio.

Agora, poucos tem o dom e a inteligência de ser as duas coisas ao mesmo tempo. E, certamente, Picasso foi.

Foi com esssa perspetiva que nos interessamos  em conhecer o Castelo de Vauvenargues, o lugar onde Picasso viveu com a esposa e fotógrafa Jacqueline e criou um montão de suas obras-primas.

E a curiosidade aumentou quando soubemos (através da Rachel Verano) que o castelo estaria aberto à visitas. As reservas pela internet são obrigatórias, as vagas são limitadas e o castelo ficará aberto até 02/10/2010.

Em pleno domingo à tarde, dia de final de Copa do Mundo, estávamos lá. Com a coincidência da Espanha estar no final.

O castelo fica perto de Aix-en-Provence e para se chegar é necessário estacionar logo na entrada da cidade Vauvenargues e andar bastante até a sua porta. A caminhada é interessante e vale a pena, já que a cidade é bonitinha.

Ao chegarmos, surpresa! As fotos são totalmente proibidas. A princípio, você fica decepcionado com esta imposição, mas logo compreende que é bem melhor apreciar tudo e todos os detalhes com os olhos e não com a lente da câmera. A partir daí, o tour guiado se torna cada vez mais informativo e emocionante.

Lá você conhece o lugar onde Picasso e a esposa estão enterrados (não se esqueçam que ele cumpriu a promessa de nunca voltar a sua amada Espanha enquanto Franco estivesse por lá); visita o estúdio dele e conhece todo o seu processo criativo (ele gostava de pintar à noite e com uso de refletores); vê os maneirismos do gênio; a sua cozinha (incrível como todo gênio adora uma boa gastronomia); passa, inclusive, pelo banheiro que ele mandou construir e onde pintou uma obra prima na parede.

Enfim, os 60 minutos do tour passam tão rapidamente e são tão envolventes que parece que você está numa montanha-russa, mas em câmera lenta. Os 8 euros pagos por pessoa (fomos eu, a Dê e a Re) foram o melhor custo e benefício de toda a viagem.

A história de que Picasso gostava e admirava tanto Paul Cézanne e que ligou pro seu agente quando comprou o castelo dizendo: “comprei a montanha do Cézanne, a verdadeira, a Sainte Victoire ” é a mais pura verdade. E também a de que ele respeitava tanto a Cézanne que nunca olhou pelas janelas para utilizar aquelas belas paisagens/iluminação como referência. Ele acreditava que Cézanne já tinha feito as “masterpieces” sobre o lugar.

Gênio e boa-vida. Picasso era mesmo!



A Provence, o Luberon e a Côte d’Azur


Do ponto de vista da blogueira que hoje sou,  conheci a Provence e a Côte d’Azur de uma maneira totalmente desorganizada. “Descia” de Paris, ora a convite de amigos que moravam em Maubec, ora para visitar a cunhada que morava em Cannes. Aos poucos fui conhecendo as cidades mais importantes, os vilarejos pendurados nas montanhas, as abadias, as belas cidades da orla marítima, os burgos medievais, os mercados de antiguidades, os mercados dos produtos locais e os restaurantes mais famosos.  Sem contar que desde 1985,  todos os anos, eu vou de Paris até o porto comercial de Marseille para pegar o navio que me leva até a Córsega. Inúmeras vezes ficamos um ou dois dias nesta fascinante cidade portuária tentando descobrir seus segredos. Uma vez, a convite de uma amiga que lá estava expondo seus quadros, outra vez para degustar uma bouillabaisse ou uma bourride. Tivemos até pernoites forçadas, motivadas por uma bandeirola que dizia: trabalhadores do porto de comércio de Marseille em greve.

Tentei várias vezes escrever sobre a Provence e a Côte d’Azur, mas me faltava a vivência enquanto turista visitando estas duas regiões de uma maneira organizada. E foi o que fiz em outubro de 2009.

Primeira questão: quantos dias são necessários para conhecê-las? Nós ficamos cinco dias na Provence e cinco dias na Côte d’Azur. Mas tenho um amigo que diz, no mínimo,  três semanas em cada uma delas. Optei por um programa mais realista. Em cinco dias é possível sentir o ambiente e conhecer as principais cidades.

Segunda questão: quantos hotéis reservar e onde? Nós decidimos reservar somente um hotel para a Provence e outro para a Côte d’Azur. Saíamos pela manhã e voltávamos no final da tarde.  Me dei conta que o ideal teria sido reservar dois hotéis para a Provence. Um em Aix en Provence ou em Marseille para conhecer estas duas cidades e outro no centro da região que se chama Luberon. A opção de somente um hotel para a Côte d’Azur foi correta.

Terceira questão: é possível conhecer estas regiões sem carro? Eu acho absolutamente necessário conhecer as duas regiões de carro. Sobretudo o Luberon. Já a Côte d’Azur possui um trem, o TER, que  liga Marseille, Toulon, Cannes, Nice e Mônaco. Mas algumas pequenas cidades interessantes não estão integradas nesta rede.

Vou escrever três artigos. O primeiro chamado Provence/Luberon  e o segundo  Côte d’Azur. O terceiro  com uma lista de hotéis e restaurantes.

Provence/Luberon

Porto de Marseille

O Luberon é uma cadeia de montanhas da Provence e se tornou o nome de uma região bem delimitada. O roteiro dos cinco primeiros dias inclui a visita de Marseille e Aix em Provence em seguida o percurso das pequenas cidades do Luberon: Roussillon, Gordes, Baux de Provence e Ménerbes.

Eu aconselho, saindo de Paris,   pegar o TGV direto até Marseille. São somente três horas de viagem e a passagem custa em torno de 80 euros.  Se saírem cedo de Paris ainda terão o final da manhã para conhecerem o porto, o chamado Vieux Port.

Nós almoçamos neste pequeno bistrot que se chama Le Bouchon Provençal (6, Place aux Huiles 13001 Marseille, tel. 04 91 33 44 92). Tudo muito gostoso, o preço correto, 11 euros o prato com uma taça de vinho. Ele está em uma região muito interessante ao lado do porto. Outra escolha seria um restaurante de frente para o porto, O Miramar, um dos endereços de Marseille para vocês conhecerem uma verdadeira bouillabaisse ( 12 quai du Port, tel 04 91 91 10 40).

Na parte da tarde, visitem a cidade com um daqueles ônibus de turista. Eu fiz este passeio e gostei muito. Saindo do porto, o ônibus pega a estrada da orla marítima. A vista é maravilhosa e as casas deslumbrantes. Na volta, ele vem por dentro da cidade e temos uma outra visão de Marseille.

Como hospedagem conheço um pequeno hotel ao lado do porto (Vieux Port).

Trata-se do Oceania Marseille Vieux Port (www.oceaniahotels.com). Quartos confortáveis, limpíssimos e banheiros novos. Diárias em torno de 85 euros. Um dos melhores hotéis de Marseille é o Sofitel. Vista maravilhosa do porto e um restaurante-bar excelente (www.sofitel.com)

No dia seguinte peguem o trem para Aix en Provence, que está a 15 minutos de Marseille. Preço da passagem 5 euros.  Passem o dia nesta cidade, uma das mais interessantes da Provence. Aconselho a vocês alugarem um carro a partir de Aix. Descendo do TGV, peguem o carro na estação e passem o dia nesta cidade.

Geralmente todo passeio começa na praça Rotonde, ponto de partida para conhecerem a famosa avenida Cours Mirabeau. Bela avenida com suas árvores (platanes), seus cafés, suas fontes. Esta avenida é um verdadeiro teatro e a calçada do lado esquerdo, mais ensolarada, está sempre cheia de estudantes e turistas do mundo inteiro. É no Cours Mirabeau que se instala, nos sábados, a feira dos antiquários da região.

É da praça Rotonde que começa, também,  o passeio pelo antigo bairro de Aix.

Ruelas ocupadas por uma multidão alegre.

Pequenas praças elegantes.

E milhões de pequenos restaurantes. Nós almoçamos no Le Pain Quotidien ( 5 Place Richelme). Sempre que encontrarem restaurantes desta cadeia, podem confiar. As refeições são leves, gostosas e baratas.

Durante o dia vocês viram o principal de Aix en Provence. No final da tarde peguem o carro rumo ao hotel que reservaram no Luberon. Nós ficamos em um pequeno hotel já citado aqui no blog pela leitora Patrícia.

Trata-se de cinco chambres d’hôtes situadas no prédio de um restaurante delicioso que se chama  Le Vieux Bistrot ( www.vieuxbistrot.com ). São somente cinco quartos, todos lindos e charmosos.   Uma precisão importante: os pais do proprietário possuem uma casa com piscina e alugam alguns quartos também. No site do Vieux Bistrot os quartos do restaurante se chamam Côté Village e os da casa dos pais Côté Champs. Eu preferi os quartos do Côte Village. O restaurante foi citado por dois guias, o Michelin e o Pudlo France.

Jantamos quase todas as noites, sem nenhuma nota falsa, no Vieux Bistrot. Na foto, o jovem proprietário do restaurante e das chambres d’hôtes.

O Vieux Bistrot está em uma pequena cidade que se chama Cabrières d’Avignon, vilarejo fora do circuito turístico, calmo e muito bonito.

Todas as manhãs, antes de começar a dura vida de turista, eu caminhava uma hora pelas ruelas desta cidade. Casas construídas com pedras brancas, ruas vazias e, de tempos em tempos, alguns turistas a cavalo.

Nestes três dias restantes conhecemos:

a maravilhosa cidade de Gordes,

a não menos maravilhosa cidade de Roussillon,

e percorremos as trilhas do ocre.

Visitamos  também a fascinante cidade-fortaleza de Baux de Provence.

de onde se tem a mais bonita vista de toda a região.

Fomos também a Ménerbes,

Para conhecer esta torre,

Para ver a casa da Dora Maar.

e para comprar o famoso vinho rosé da Provence.

Ficou faltando Saint-Rémy-de-Provence, Lacoste, Oppède Le Vieux, a Fontaine du Vaucluse e a famosa Abbaye de Sénanque. Meu ritmo é lento, caminho de manhã, tomo café com calma, mas um turista esportivo poderá integrar nestes três dias a visita de quase todos estes lugares. A região é pequena e tudo é perto.

Os próximos dois artigos serão sobre a Côte d’Azur e a lista de restaurantes e hotéis.

www.aixenprovence.com

www.gordes-village.com

www.roussillon-provence.com

www.tourisme-en-luberon.com



Onde se hospedar na Provence


Esta é uma dica de Fernanda Floret do blog Vestida de Noiva. Na Provence ela se hospedou neste bonito bed & breakfast, chamado le Mas des Etoiles. A palavra mas quer dizer fazenda ou uma casa do campo da Provence. Os proprietários transformaram esta casa, tipicamente provençal, em um pequeno hotel aconchegante e muito bem decorado.

De acordo com Fernanda, os proprietários são amáveis, falam inglês e espanhol, ajudam os turistas dando dicas da região, emprestando mapas e fazendo reservas nos melhores restaurantes. Os quartos são bem decorados e o café da manhã delicioso.

Entrei no site para dar uma conferida e gostei muito. A casa é uma bela construção típica da região, todos os quartos são bonitos e a localização é perfeita: perto de Gordes, de Lacoste e da Fontaine du Vaucluse. As tarifas dos quartos vão de 125 a 175 euros na alta estação.

Le Mas des Etoiles



Um Bed & Breakfast interessante na Provence


O Bed and Breakfast na França se chama Chambre d’Hôte, o que quer dizer Quarto do Convidado ou do Anfitrião. Hôte, em francês, pode ser tanto aquele que recebe quanto aquele que dá a hospedagem.

Já falei para vocês sobre os guias das Chambre d”hôtes de Charme da França. Me lembro que alguém deixou um comentário dizendo que este tipo de hospedagem é arriscado porque estes quartos são mal decorados, com papéis de parede fora de moda, etc.

Volto a tocar no assunto após ter recebido fotos e um comentário da leitora Patrícia. Por internet, ela reservou uma chambre d’hôte na Provence, perto de Avigon e de Gordes. Trata-se do Vieux Bistrot, uma residência luxuosa onde fica também um restaurante citado pelo guia Michelin.

A localização desta residência é perfeita para circular pela Provença. Ela está perto de Avignon e de Aix-en-Provence, as duas grandes cidades da região e perto também dos pequenos vilarejos, às vezes mais interessantes, como: Oppede Le Vieux, Roussillon, Gordes e Lacoste.

Os preços dos quartos variam entre 80 e 100 euros na alta estação (de maio a final de setembro, natal e reveillon) e de 85 a 65 euros na baixa estação (de janeiro a final de abril e de outubro até o natal)

Patrícia achou este endereço pelo site: www.avignon-et-provence.com e teve a gentileza de dividi-lo conosco.