Acidentes no metrô


Um horrível acidente com um funcionário do jornal Le Figaro alertou a população para a segurança no metrô. O jovem, vigia na sede do jornal, esperava o trem que liga Paris e sua periferia no cais do RER na estação Bibliothèque François Mitterrand. Quando o trem entrou na estação um homem pulou diante da máquina levando consigo o jovem vigia. Testemunhas do drama explicaram que o homem agarrou o jovem pela pescoço e o arrastou com violência.

A polícia chama estes desequilibrados de pousseurs, empurradores. Pessoas com pulsões mórbidas que empurram desconhecidos quando o metrô está chegando no cais de embarque. Os casos são raros, dois ou três por ano e diferentes dos suicídios que chegam a 180.

A cada acidente provocado pelos pousseurs, eu consolido minha tática de esperar o metrô encostada na parede do fundo do cais.



Cuidado com golpe nas escadarias de Montmartre


Vários leitores do blog foram vítimas de um golpe nas escadarias de Montmartre. Tudo se passa da seguinte forma.

Ao subir as escadas em direção a Igreja Sacre Coeur, o turista se vê cercado por pessoas que tentam amarrar no seu pulso uma fitinha. Elas são insistentes e capazes de uma certa violência para finalizarem o golpe. Se conseguem, reclamam, da mesma maneira intimidante,  uma soma de dinheiro. Se não conseguem ficam agressivos verbalmente. Parece que a situação é desagradável. Alguns leitores, após escaparem ao cerco, desceram por outro caminho porque ficaram amedrontados.

Enquanto a polícia parisiense não toma nenhuma medida para acabar com isto, aconselho duas soluções. A primeira, não pegar as escadarias principais, situadas na frente da Igreja. Subir pelo caminho alternativo que cito no artigo Roteiro de Montmartre e que está também no Guia Conexão Paris 1. A segunda, menos interessante, pegar o bondinho. Para os que não sabem, ele se encontra ao lado das escadas principais.



Innéov? tragam receita


Dica da Janaína

Oi, Lina!
Gostaria de deixar aqui uma dica pro pessoal que quer comprar o Innéov em Paris (muuuuito mais barato que no Brasil): PEGUEM RECEITA MÉDICA DO SEU DERMATOLOGISTA AQUI NO BRASIL. Não há problemas para comprar lá, o problema é com a ANVISA aqui, na volta. Agora eles estão apertando a fiscalização, principalmente dos Innéov´s que não são comercializados aqui (por exemplo o Masse Capillaire, que faz milagres!).
Apresentando a receita médica (que deve bater com a quantidade trazida), sem problemas.

Para aqueles que não sabem, Innéov são uns comprimidinhos milagres lançados pela Nestlé e L’Oreal. Tem Innéov para homem, para mulher, para queda de cabelo, para ruga, para pele seca, para afinar perna, para o contorno do rosto, para quase tudo.

www.innéov.fr



O golpe da jaqueta em Paris


Recebi este email do leitor Eduardo.

Estávamos, eu e minha esposa, caminhando pela avenida Kléber no dia 16/12/2009 quando fomos abordados por um senhor bem vestido, que estava em uma camionete com um mapa na mão. Ele me perguntou, em Inglês, de onde eu era e explicou que era italiano e estava perdido em Paris. Disse a ele que era brasileiro e, nesse momento, ele começou a falar um Italiano misturado com espanhol. Explicou que estava vindo de um evento de moda em Paris, que era representante de uma empresa de couro e disse que queria me dar um presente. Pegou 3 jaquetas embalada em sacos plásticos individuais, colocou em uma sacola maior e me entregou afirmando que era presente. Recusei desconfiando tratar-se de um golpe. Nesse instante fui questionado pela minha esposa. Expliquei que o Italiano queria me dar as jaquetas de presente mas que eu nâo aceitaria. Sem perceber que tratava-se de um golpe minha esposa me disse para aceitar o tal presente.  Pois bem, nesse momento ele começou com uma lorota que tinha gasto todo o seu dinheiro na noite de Paris, necessitava voltar para a Itália, porém não tinha dinheiro para a gasolina. Falei para ele que tinha muito pouco dinheiro na carteira e que queria devolver-lhe as jaquetas. Ele perguntou quanto eu tinha. Disse que possuia 50 euros (na verdade eram 150).  Ele pediu para que eu lhe desse os 50 frisando que as jaquetas custavam por volta de 3000 euros. Pegou o dinheiro e saiu meio indignado.
Comecei a ficar com medo pois desconfiei do golpe e achei que alguém pudesse me seguir para reaver as jaquetas. Voltei ao hotel por caminhos alternativos para tentar despistar algum suposto seguidor. Deixei as jaquetas no hotel e fui fazer um turismo em outra área naquele dia.
Em relação as jaquetas, uma realmente era de couro (bem bonita por sinal) e duas de napa. A três peças com etiquetas de made in Italy. Acredito que essas pessoas utilizam este golpe para extorquir quantias maiores em dinheiro dos turistas
. No meu caso saiu barato.
Fui a internet procurar sobre este golpe e achei postado dois artigos similares no site Conexão Paris.
Estou enviando logo abaixo o cartão que o italiano me deu.  Nesse endereço, em Milão, funciona uma loja da Adidas. Pouco provável que seja do tal Italiano.

Um abraço

Eduardo

MODA UOMO-DONNE

Carmine de Rosa
Rappresentante PRET A PORTER
Milano         Paris      London       Madrid

Milano- Cso Buenos Aires, 88 -tel./Fax 02 28 56 843



A tirania dos animais domésticos


Este é o gato preto do meu cunhado. Ele tem direito à poltrona mais confortável da casa, instalada ao lado da lareira e à  um cobertor macio e quentinho. Várias vezes por dia ele fait ses griffes, o que quer dizer arranhar com suas garras, os cantos estofados da poltrona. Ao menor miaú ( na França os gatos não fazem miau e sim miaú) diante das portas do jardim todos correm para abri-la, sinal que o felino quer sair. Cinco minutos mais tarde, um novo miaú vindo do exterior e nova correria, sinal que ele quer entrar. Esta série de miaús e este balé de abre porta e fecha porta acontece várias vezes por dia. Todos os dias ele lambe o nariz do seu dono, em torno das sete horas da manhã, pedindo suas croquettes.

Interrompo a descrição porque, por muito menos, se o gato fosse meu, já teria tido um gesto desvairado. Pena que não tirei fotos dos maravilhosos sofás de couro com os cantos arranhados, dos pés de mesa que datam dos séculos passados completamente destruídos, dos tapetes antigos esburacados que fui encontrando França afora. Todos destruídos por gatos adoráveis.

E mais, se forem convidados por franceses, evitem a poltrona do gato. Se vocês ocuparem este lugar correm dois ricos. O primeiro, de voltar para casa com as roupas cheias de pelos. O segundo, do gato se vingar fazendo xixi na sua bolsa ou no seu casaco.

Apesar de tudo, eu os adoro. Os franceses e seus gatos.

Dois caminhos para a análise da questão. Ou estou diante  de diferenças culturais e continuo exterior à compreensão do fato ou sou insensível aos charmes da situação.



Torre Eiffel: o ingresso corta fila disponível


Esta é a notícia que espero há anos. Esta história de sofrer, horas na fila,  para visitar a Torre Eiffel, era um absurdo. Até que enfim a direção do monumento mais visitado da França decidiu criar um ticket corta filas.

Por enquanto o sistema está on line de uma maneira controlada. Todos os dias, somente  250 tickets são colocados à venda. Em breve, o número será ilimitado. No site da torre Eiffel, cliquem em tarifas e terão a janela com a nova proposição: vocês escolhem a hora, o dia da visita e podem imprimir a entrada. Este ticket é válido para o acesso até o segundo andar. Se o turista quiser subir até o último, poderá comprar o complemento na hora.

www.tour-eiffel.fr



Check in da Air France no Charles de Gaulle


Foto: Francisco de Assis Andrade

Recebi este e-mail dos amigos Francisco e Antonica.

Estamos enviando uma dica de viagem que talvez seja útil aos leitores do Conexão Paris.

Para aqueles que viajarem pelas empresas Air France e KLM, o check-in prévio nos terminais eletrônicos é facultativo, todavia esse procedimento agiliza o processo de embarque nos aeroportos brasileiros.

Já no aeroporto Charles de Gaulle, quando do retorno, o check-in prévio nos terminas eletrônicos das citadas empresas é obrigatório. Para realizá-lo é necessário ter em mãos as passagens e o passaporte.



O que fazer domingo em Paris?


Como em várias cidades do mundo, domingo em Paris pode ser mortal. Dependendo do bairro, todos os restaurantes e todas as lojas fecham, os parisienses vão para a campagne e as ruas ficam desertas.

Nas ilhas do Sena,  ilha de la Cité e Saint Louis, sobretudo na ponte que liga estas duas ilhas, domingo é dia de festa. Coisas engraçadas acontecem, como seções gratuitas de massagem anti-stress, promovidas pela “Associação Descontração à la Francesa” e pelos “Agentes Antistress”.

Ou então, tropeçamos com pais e suas crianças assistindo um espetáculo de circo.

As ruas estão cheias e todos os restaurantes, lojas e cafés abertos.

Outras regiões animadas no domingo: o Marais, o Sacre Coeur de Montmartre e a avenida Champs Elysées. Com uma pequena diferença entre estas regiões. As ilhas e o Marais, são regiões onde os parisienses gostam de passear no domingo. Montmartre já é uma região que atrai muitos franceses do interior e turistas estrangeiros. Enquanto que o Champs Elysées é o passeio preferido das pessoas que moram na periferia de Paris.



Golpe (ou não?) da moeda


Uma leitora, chamada Ela,  quando chegou a Paris em setembro passado, esvaziou sua carteira e trocou as notas e moedas brasileiras pelas francesas.

Um dia, após receber de um chofer de táxi francês um troco, percebeu que tinha uma moeda de 1 real misturada com as francesas. Pensou que a tivesse esquecido na carteira, mas resolveu ficar atenta.

Dias depois, enquanto verificava com atenção o troco de um outro chofer de táxi, viu,  entre as moedas francesas,   outro real.

Chegou à conclusão que os choferes franceses estão devolvendo as moedas que vêm recebendo dos turistas brasileiros.

Pode ser que a leitora tenha razão. Eu mesma, aqui em Paris,  já paguei várias vezes, por engano, com reais. Isto deve acontecer o tempo todo e os taxistas parisienses encontraram uma solução, esperta e simples.  Estão passando para frente o prejuízo.



O que evitar no metrô parisiense


Depois do artigo sobre a cilada das passagens de trem com descontos para os mais de 60 anos, achei outra armadilha que pode colocar os turistas em uma situação embaraçosa e cara. Desta vez a cilada se encontra na rede do metrô e do RER de Paris e até mesmo os franceses caem nela.

Antigamente o metrô circulava pela zona número um, o que quer dizer Paris, e o RER circulava  entre Paris e a sua periferia ( zonas 2 a 6 ). Com o tempo certas linhas do metrô foram desenvolvidas além do limite da cidade podendo atingir até a zona 3. Hoje, tanto o metrô quanto o RER circulam por Paris e pela periferia.

Isto cria a seguinte situação:

- se uma pessoa pegar, por exemplo, a linha de metrô número 1para o bairro que se chama La Defense ( que se encontra na zona 3 ), ela vai pagar 1.60 euros, o preço do ticket para a zona 1. Mesmo quando o metrô sai da zona 1 o valor do ticket continua sendo o desta zona.

- esta pessoa pode, também, ir ao La Defense de RER A. O ticket vai custar 2,25 euros pois não se trata mais de uma viagem de metrô, e sim de RER e o La Defense se encontra na zone 3.

- acontece que com o ticket de metro da zona 1 você pode pegar o RER e circular de uma estação a outra dentro de Paris. Pode-se pegar o RER na Gare du Nord e descer em Châtelet les Halles.  Pode-se pegar em Châtelet Les Halles o RER A e descer na estação Porte Maillot, a última estação da zona 1. Mas é proibido ultrapassar o limite da zona 1, dentro do RER, com o ticket que custa 1.60 euros.

- aí que se encontra a cilada. Turistas e franceses não prestam atenção neste detalhe e pegam o RER A para o La Defense com o ticket da zona 1. Claro que na saída do metrô os controladores estão à espera dos infelizes.

Aproveito este artigo para lembrar a todos que o ticket do metrô deve ficar guardado em lugar seguro até o final da viagem. A qualquer momento as pessoas podem ser controladas e devem provar que compraram o ticket. Como moro na estação Chausée d’Antin, a estação das Galerias Lafayette, vejo todos os dias os fiscais multando os pobres turistas que jogaram fora o ticket logo após a catraca da entrada.