Fotógrafos turistas


Post escrito por José Maurício.

A Grande maioria dos viajantes gosta de registrar os locais onde esteve ou momentos vividos. A idéia aqui é de dar algumas dicas sobre como melhorar os resultados das suas fotos, sem grandes tecnicismos que não caberiam nos objetivos do Conexão Paris.


Um simpático turista americano registrou para nós o momento, mas cometeu o erro clássico de querer colocar tudo na foto, cortando nossas pernas e a ponta da torre. Além de obter um fundo confuso, como uma turista pagando “cofrinho” no chão, à minha direita. A utilização do flash, mesmo de dia, diminuiria as sombras no rosto, causadas pelo sol a pino.


Uma forma de corrigir alguns dos defeitos é o corte da foto, concentrando a atenção no casal. Mesmo com o corte, sobrou bastante fundo para identificar o local. Isso foi possível porque a foto foi tirada na resolução máxima (megapixels) da máquina. Vale a pena comprar mais memórias (estão baratas!) e trabalhar com a maior resolução disponível.


Aproveite a luz. Visite o mesmo local em horas diferentes. Os melhores horários geralmente são de manhã e ao entardecer, pois a luz lateral realça os volumes e texturas dos monumentos. O sol a pino provoca sombras fortes e chapadas. Esta foto à contraluz foi realizada às onze da manhã de um dia de outono.


Saia do lugar comum e ouse mais. Experimente novos ângulos e procure ver as interpretações de outros fotógrafos do mesmo local. Não para copiá-los, mas para se inspirar. O google earth tem várias fotos de fotógrafos de todas as partes do mundo e dos principais locais turísticos. Vale a pena dar uma olhada.


Faça uma foto noturna. Essa é uma vista clássica da torre Eiffel a partir do Trocadero. Na muralha, que é bem larga, apóie um tripé (ou um casaco, ou mochila ) e coloque o flash na posição desligado, pois ele é inútil para objetos distantes. Coloque o temporizador (timer) na opção 2 seguntos, para não esperar muito e evitar vibrações com o disparador manual. Existem tripés de até 10 reais que trabalham bem com máquinas pequenas.



Alfândega libera celular, câmera e relógio


Além de produtos de higiene e  roupas, agora também os relógios de pulso, as câmeras fotográficas e celulares foram incluidos na lista de isentos de impostos.

Filmadoras e computadores pessoais ainda precisam ser declarados e, se a soma dos itens passar de 500 dólares, terá de pagar imposto. Um viajante pode trazer 12 litros de bebidas alcoólicas, dez maços de cigarros, 25 unidades de charutos e 250 gramas de fumo.

Foram liberadas 20 unidades de pequenos presentes que custem menos de 10 dólares, desde que não sejam idênticos.

Hugo de Carvalho e Isabel Pacheco me enviaram estas informações.

Atualização: parece que a notícia divulgada no Brasil, não era correta. Melhor lerem artigo publicado pelo Ricardo, no VnV.



Um centro comercial aberto aos domingos em Paris


Foto: Karla no Le Quatre Temps

O prefeito de Paris impede toda manobra política visando a abertura das Galerias Lafayette, Printemps e Bon Marché no domingo.

Uma solução para aqueles que querem fazer compras neste dia, ou dias feriados, é o grande centro comercial instalado no La Defense. O Centre Quatre Temps regrupa 250 lojas, vários restaurantes, cinemas e atividades para as crianças.

Vocês encontram também uma agência da Air France, da SNCF (passagens de trem) e agências de viagens, farmácias e para-farmácias (ideal para compra produtos como La Roche Posay e Avene).

Como chegar:

- de metrô pegando a linha 1 – estação La Defense. O ticket de metrô para andar em Paris é válido até  esta estação.

- de RER A – estação Grande Arche La Defense. O ticket de metrô para andar em Paris não é válido para esta estação, sendo necessário comprar um ticket mais caro.

Para a lista das marcas presentes neste centro, cliquem aqui.



Torre Eiffel: o monumento mais visitado no mundo


A torre Eiffel, em um domingo ensolarado, pode atrair até 35.000 visitas.

Aqueles que não compraram suas entradas por internet -no site do monumento – correm o risco de esperar duas horas nas filas diante dos guichês.

Outra solução: chegar após 19 horas.

No primeiro plano da foto acima, uma chaminé de tijolos datando da época da construção da torre Eiffel. Sua função estava ligada, no passado, à ventilação da torre.



Pedágios nas estradas da França


Mesmo para os franceses, a chegada às barreiras de pagamento dos pedágios das auto-estradas é estressante.

São inúmeros guichês e eles possuem funções diversas. Reconhecer os guichês destinados aos carros é relativamente fácil. De longe podemos reconhecer o desenho dos carros e outros como ônibus e caminhões.

Em seguida é necessário escolher o guichê de acordo com a forma de pagamento: cartão de crédito, passes especiais e pagamento em dinheiro. Os símbolos são visíveis também. Escolham sempre um símbolo reconhecível de cartão de crédito. Senão podemos cair em filas para aqueles que possuem passes especiais.

Para aqueles que escolhem pagar em dinheiro, fiquem sabendo que irão encontrar duas modalidades.  Ou um guichê com um atendente que, após passar o ticket que vocês pegaram na entrada da auto-estrada no visor eletrônico, espera o pagamento sem dizer nada. Uma pequena tela perto da janela do guichê vai informar o preço do pedágio.

Ou um cesto dentro do qual as pessoas jogam o dinheiro. Nesta hora, melhor  ter o valor correto preparado nas mãos. Os carros passam lentamente, quase sem parar. Se o infeliz turista estaciona para entender o quê está acontecendo, ele provoca a impaciência dos demais.

Antes do início da viagem, entrem no site da empresa que administra os pedágios e verifiquem por quantos passarão durante o trajeto escolhido e qual o valor exato de cada um. Um exemplo: de Paris até Reims existe um pedágio no valor de 9.70 euros.

Preparem a viagem clicando aqui.



Nova modalidade de détaxe – será que funciona?


A alfândega francesa lançou um novo procedimento para o recebimento do desconto dados aos turistas. Para os que não sabem, este desconto se chama détaxe. No momento da compra, em uma mesma loja e no mesmo dia, de mercadorias no valor superior a 175 euros, o vendedor fornece dois documentos que devem ser assinados por ele e  pelo comprador. No dia do embarque, o turista deve apresentar no guichê da alfândega do aeroporto as mercadorias compradas e os documentos.

A alfândega carimba os dois documentos e um deles o turista envia pelo correio ao vendedor.

Este ano, a alfândega instalou uma nova modalidade de recebimento da détaxe.


Na zona de embarque dos aeroportos Charles de Gaulle e Orly Sud, antes do check-in, você apresenta o código barra do documento descrito acima  ao leitor azul situado perto do guichê da alfândega.

Se seu documento for reconhecido -  tela azul – você faz o check-in e entra na zona internacional.

Se ele não for reconhecido – tela vermelha – você tem que se apresentar no guichê da alfândega para recuperar o valor.

Já na zona internacional, para os que tiveram o documento reconhecido, apresenta-lo de novo ao leitor vermelho situado após o controle da polícia.

Aqui também o documento pode ser reconhecido ou não.

Se ele for reconhecido o turista não precisa enviar o documento pelo correio ao vendedor e receberá seu desconto por cheque via correio ou crédito em conta bancária.

Mas se o documento não for reconhecido, a situação se complica muito. A partir deste momento, para recuperar o valor da détaxe, o turista deve enviar uma carta à alfândega francesa acompanhada de alguns documentos, entre eles um visto da alfândega brasileira referente a entrada da mercadoria no Brasil ou um atestado dado pelo consuldado da França.

Conclusão: melhor esquecer estas maquininhas infernais e passar pelo guichê da alfândega.

Maiores explicações no site da douane francesa.



Paris e Versailles de bicicleta


A questão aluguel de bicicletas em Paris é polêmica. Vários leitores alugaram via Velib e tiveram problemas com débitos abusivos no cartão de crédito (leiam aqui sobre o Velib). No site do Velib existe uma opção para contatos. Parece que eles não respondem e não se preocupam em resolver os problemas mencionados pelos clientes.

Recebi um email da leitora Candice. Em Paris ela usou os serviços de uma empresa que organiza passeios de bicicleta noturnos e diurnos (escapando assim dos problemas ocasionados pelo sistema Velib).

Aqui está seu email.

“Não conheço você pessoalmente mas a considero minha amiga de viagem. Sim, você esteve presente em cada detalhe! Meu marido, Fred, ficou impressionado com todas as dicas que tinha para tornar o nosso passeio ainda mais inesquecível. Claro, estudei o Conexão Paris por inteiro e adquiri o seu guia. Amamos cada cantinho de Paris. Conhecer a cidade por olhos um pouco menos turísticos nos fez acreditar que éramos parisienses. E que suspresa mais agradável quando percebíamos que já entendíamos perfeitamente as ilhas, metrôs, trens, ruelas e a rica história da cidade luz.

Gostamos muito de andar de vicicleta, portanto o fizemos em Paris e Versailles. Uma experiência única e maravilhosa! Vale a pena cada centavo pago.


Alugamos em Versailles mesmo e conseguimos fazer o castelo, Grand Trianon, Petit e Hameau no mesmo dia.


Em Paris fizemos o tour da Fat Tire Bike (28 euros/pessoa, com direito ao passeio de barco pelo Sena).

Esta foi a forma que encontramos para agradecer sua preciosa contribuição para a nossa perfeita viagem.”

Candice



Air France e peso das bagagens


A leitora Juliana nos envia uma dica importante.

Ela acabou de chegar de Paris e viajou pela Air France. No check-in foi informada que o peso da valise seria 23 quilos. Apos discussão, o funcionario verificou a informação e descobriu que os brasileiros possuem o direito de embarcar malas de 32 quilos.



Como usar celulares na França


Este texto é uma colaboração do leitor Ricardo Cardozo.

Qual a novidade?

Os aparelhos vendidos no Brasil eram bloqueados e só funcionavam com o chip da operadora que vendia o aparelho.

Isto é passado. As operadoras agora, à pedido do usuário, desbloqueiam os aparelhos que passam a funcionar com chip vendido por qualquer operadora.

E daí?

Daí que isto possibilita a quem vai viajar para o exterior, levar seu aparelho e chegando ao país de destino adquirir um chip de uma operadora local e ter um número de telefone local, pré-pago, para falar ou acessar internet conforme as promoções ou pacotes de serviços adquiridos.

Isto funciona na França?

Sim. As principais operadoras da França, a Orange e a SFR (Vodafone) comercializam chips na categoria pré-pagos, sem qualquer tipo de obrigação, somente com a apresentação de um documento de indentidade válido (passaporte).

Onde posso obter mais informações?

http://boutique.orange.fr

www.sfr.fr

Será que vale a pena?

Bem, aí vale a decisão de cada um. Posso falar no meu caso, que uso um iPhone 3GS.  Para mim o ponto principal é o acesso a internet. Na Itália, em 2009, antes de comprar o chip da TIM italiana, só acessava internet nos locais de WIFI grátis. Depois que comprei o chip tudo mudou. O acesso a internet foi massivo com uso intensivo de Google maps para me locomover, além de ligar para reservar restaurante, para saber horários, etc. Ainda tive a sorte de comprar uma promoção que permitia ligar para o Brasil por €0.70 o minuto.

E em Paris?

Para quem usa o iPhone é uma festa. Tem um aplicativo da AppleStore sobre Paris. Um dos melhores é o da RATP que coloca todo o sistema de transporte público de Paris no seu aparelho. Mas só é possível usar com acesso a internet.

E quem não tem iPhone?

A rede das operadoras na França é no mínimo igual ( estou sendo bonzinho com as nossas operadoras) a do Brasil. Se possuir um aparelho compatível (tri-band) e com tecnologia GSM, GSPR, EDGE ou 3G, que também temos no Brasil, a operação será similar a do Brasil. Quem possuir um smartphone, que tenha acesso a internet no Brasil, poderá acessar de forma similar em outros países também.

E as tarifas?

Visitem os seguintes endereços:

Orange: htp://boutique.orange.fr

Sfr: www.sfr.fr



Quais cartões de crédito usar na França


créditos: Matton Images

Este post foi escrito pela leitora Madá.

O meu cartão Visa tem 6 dígitos de senha. Posso usá-lo na França, mas mesmo tendo chip, ele só funciona a base de assinatura.

O que ocorre é que após o vendedor incluir o valor, etc, ele ( o vendedor) fica esperando você digitar a senha. Porem, aparece no visor: Crédito? Se você (o cliente) não apertar a tecla verde, aceitando a opção crédito, pode invalidar a transação, pois aparece crédito em português e o vendedor fica super inseguro.

Após apertar a tecla verde dando ok para crédito, aparece uma opção de língua:  Fr? Mais uma vez você (o cliente) tem que apertar a tecla verde ok.

Você tem que fazer isto rápido, antes de o vendedor achar que há um problema. Em geral eles pensam que você está digitando a senha.

No final, após isto, ele aceita a transação e solicita a sua assinatura.

Nem todas as lojas tem este sistema. No final da certo mas gera um certo stress.

No caso do Matercard com 6 dígitos costuma ser mais simples.

Porém vi que na França, o ideal é cartão de senha com 4 dígitos. Compatível com o sistema francês.

Não consigo, por exemplo, comprar ticket de metrô com cartão de chip e senha de 6 dígitos. Já com o de 4 dígitos, mesmo que seja o Visa, funciona!

Eu acho a maior confusão, por isto prefiro o Amex. Só que o Amex só é aceito em lugares mais caros. Não dá para usar Amex no metrô.

Bom, esta é a minha experiência.

Madá

Atualização: a Gabriela deixou comentário de um assunto já discutido no blog do Ricardo Freire. Aqueles que tem cartão com 6 dígitos devem digitar somente os 4 primeiros. Diz a Gabriela que funciona.