Guia Michelin 2010


Saiu a bíblia dos guias.

Os três estrelas de Paris: Le Meurice, L’Ambroisie, Arpège, Alain Ducasse au Plaza Athénée, Le Bristol, Ledoyen, Pierre Gagnaire, Astrance, Le Pré Catalan, Guy Savoy.

Os dois estrelas de Paris: Carré des Feuillants, L’Espadon, Le Grand Véfour, Relais Louis XIII, L’Atelier de Joël Robuchon, Apicius, Le “Cinq”, Laserre, Senderens, Taillevent, La Table de Joël Robuchon, La Bigarrade, Michel Rostang.

Os restaurantes, em Paris,  que receberam a primeira estrela este ano foram: Yam’Tcha e Passage 53.



Guia Conexão Paris nº 2


Estou indecisa e não sei qual seria o assunto ideal para o guia Conexão Paris nº 2.

Por isto decidi fazer uma pequena pesquisa e assim vocês decidirão por mim.

Escolha 1: compras, como se vestem a parisiense e o parisiense, onde e quando eles compram,  e por aí vai.

Escolha 2: restaurantes e gastronomia.

Escolha 3: outro?



Os Guias Conexão Paris


Desde que me mudei para a capital francesa, há 26 anos, duas das minhas melhores distrações são: revirar essa cidade de cima a baixo e ajudar amigos e familiares, com dicas, a descobrirem como é a Paris dos parisienses, que vai muito além dos roteiros turísticos tradicionais.

Ano após ano, a demanda por informações foi aumentando até que, em 2007, para sistematizar o conjunto enorme de dados que reuni nessas quase três décadas e poder dividi-los melhor, criei o Conexão Paris.

O blog cresceu, os amigos se multiplicaram e os pedidos de informação ficaram mais sofisticados. Entre um pedido e outro sempre vinha a sugestão  que eu fizesse um guia impresso, pequeno, que coubesse numa bolsa. Resolvi, então, fazer mini-guias temáticos. Este é o primeiro da série, que atende um dos pedidos mais frequentes no blog: um roteiro de Paris para quatro dias.

Este guia apresenta os quatro mapas já publicados no blog e acrescenta um quinto, o mapa de Montmartre. Cada mapa vem acompanhado por um texto onde comento os principais pontos turísticos, como não poderia deixar de ser, mas mostro também, ao longo do percurso, como os parisienses vêem sua cidade, onde almoçar e jantar, onde tomar um aperitivo e quais as lojas preferidas dos franceses.

O guia não somente organiza as informações publicadas nas diversas categorias do blog, como também acrescenta novas dicas.

E não se esqueçam que este roteiro de quatro dias também pode ser feito, com mais vagar, durante quarenta anos. É só diminuir o passo, olhar com mais calma as pontes de Paris, tomar mais uma taça de champagne, demorar um pouco mais no museu…

Este guia, Paris - Quatro Roteiros - Quatro dias - Dos pontos essenciais aos segredos dos parisienses, custa R$ 17,60 , incluindo o frete. Para quem deseja uma entrega rápida pode optar por sedex, mas será acrescido o frete sobre este valor. Vocês podem comprá-lo diretamente no blog utilizando o PagSeguro. Para aqueles que não sabem, o PagSeguro, do Uol, é uma forma eficiente e segura de efetuar pagamentos online, você não precisa ter conta neste sistema para realizar a compra. Após a compra, vocês receberão o guia pelo correio.

Espero que gostem.

PS. Caros amigos. Como toda marinheira de primeira viagem, fiz alguns passos falsos. O preço estava totalmente incorreto e tive que corrigi-lo.

Valor: R$ 17.80



Parisien d’un jour, parisien toujours


Publico na íntegra o e-mail que Augusto, um antigo leitor do blog, me enviou. Na primeira foto o grupo se encontra diante do monumento em homenagem ao escritor francês Marcel Aymé. Na segunda, diante da Sacre Coeur.

Em maio de 2009 voltei a Paris, desta vez com todos os meus três filhos (8, 9 e  19 anos). Aluguei um apartamento no 7eme arrondissement e passamos duas semanas maravilhosas. Um dos destaques de nossa estada foi uma visita guiada por um parisiense voluntário da associação sem fins lucrativos ” Parisien d’un jour, parisien toujours“. Ao pesquisar pela internet o site da prefeitura de Paris ( www.paris.fr ), acessei a seção turismo. Nesta página existe um comentário sobre a associação e um link. A Parisien d’un jour tem o apoio da prefeitura e é formada por voluntários Parisienses, que amam sua cidade, gostam de conhecer pessoas, falam outros idiomas diferentes do francês e desejam mostrar uma  Paris não tão turística.

Acessei o site da organização e preenchi um formulário. Perguntam sobre número de pessoas, idade, datas mais propícias e idioma de preferência. Como estava com minhas crianças optei pelo português. Ao final pedem uma doação para a organização via Pay pal. O valor varia de 10 a 30 euros.  Paguei 10 euros, mas é  debitado um montante um pouco maior para cobrir os custos operacionais. Se soubesse como seria bem atendido teria pago mais.

O voluntário designado para o nosso passeio foi Pierre Lepetit. A organização enviou um e-mail confirmatório com o telefone e e-mail de Pierre. O passeio proposto foi em Montmartre. Encontramo-nos às 9:30 na place des Abbesses. Pierre foi pontual, muito solícito e nos mostrou Montmartre do ponto de vista de um morador. Apesar do sotaque francês, compreende e fala português razoavelmente. Meus filhos adoraram a experiência e nós, adultos, também.

O interessante da experiência é conhecer Paris e também um parisiense. Muitos que viajam não podem desfrutar da companhia de um parisiense seja por barreira de língua ou pelo formato da própria viagem. Ao travar contato com um local, que mostra sua cidade voluntariamente, você pode fazer perguntas sobre a vida cotidiana, curiosidades e tirar dúvidas. Uma oportunidade como esta enriquece sua viagem.

Recomendo a todos que gostam do Conexão Paris uma visita guiada pela Parisien d’un jour Parisien toujours.

Envio duas fotos da família e de Pierre Lepetit.

Abraços

Augusto



Guias de Paris: os ônibus parisienses e a circulação


Esta excelente dica foi enviada pela querida leitora Claudia Oiticica.

Vocês sabem que, em Paris, é muito melhor andar de ônibus do que de metrô. De ônibus você vê a cidade e aprende a se localizar.

Um dia, meu marido teve o trabalho de solicitar junto ao motorista de cada linha que nos interessa um mapa com o roteiro e as paradas dos ônibus. Em seguida criou um álbum com o número e o roteiro de cada ônibus que passa perto de nossa casa. Nós não sabíamos que existia um guia dos ônibus parisienses, com o traçado detalhado de cada linha e o mapa geral de todos os percursos. Preço: 7 euros.

Outro guia importante, o qual é também uma dica da Claudia (mas este eu tenho. Ufa! Ainda bem.) é o Paris Circulation com o mapa do metrô, dos ônibus,  o índice de todas as ruas indicando quais são de mão única, a localização  dos postos de gasolina, dos pontos de táxis e dos pontos de aluguel de bicicleta (o programa Velib). Preço 5 euros.

Todos os dois guias foram comprados no supermercado Monoprix. Mas vocês podem encontrá-los, também,  nas livrarias e papelarias.



Conexão Paris na mídia


Conexão Paris foi citado como um blog confiável pela revista Viagem &Turismo.

Viviane Zandonadi, do Turismo & Gastronomia, que se encontra no portal da Veja São Paulo, dá o seu testemunho: O Conexão Paris é fundamental.

CBN também citou o Conexão Paris em uma entrevista com Viviane Zandonadi.

A revista Próxima Viagem, na edição 114, cita a parisiense que fala português.

E a revista Viver Brasil, na edição 11, publicou um artigo sobre os guias que estou escrevendo.



Um novo guia de viagens


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A minha amiga Mari Campos acabou de publicar um guia, Pequeno livro de viagem - guia para toda hora - que ela define como…

… um guiazinho de bolso com dicas para as pessoas
viajarem melhor para o exterior. Coisas que nós que viajamos com
frequencia sabemos, mas que deixam muito viajante menos experiente em
dúvida antes de embarcar. Na verdade, é meio que um Pelo Mundo (o
blog) de papel, com dicas práticas para reservar acomodação em hotel,
alugar um apartamento, alugar carro, usar transporte público, comprar
passagem aérea, viajar com crianças, viajar sozinho, comprar, comer…

O foco do livrinho é mesmo o planejamento de uma viagem internacional,
naquela máxima de que uma viagem bem planejada é, provavelmente, uma
viagem bem aproveitada. Tem dicas pontuais, impressões pessoais e
muitos links para sites na internet que facilitam a vida do viajante.

Comprem logo.



Características dos bairros de Paris.


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Alguns leitores me sugeriram escrever sobre os bairros de Paris. Informações sobre as características centrais dos 20 bairros da cidade poderia ajudar-los na escolha de hotéis ou apartamentos para alugar.

Eu vou dar as características gerais dos bairros, sem esgotar o assunto com descrições precisas dos diversos sub-bairros, de certas ruas que as vezes fogem das características maiores.

O parisiense se orienta em termos de margem esquerda, margem direita, bairros do oeste e bairros do leste parisiense. Leiam o artigo que escrevi sobre a maneira parisiense de classificar e se orientar em Paris.

O ideal para o turista que não quer ser tributário de longas viagens de metrô seria escolher os bairros do centro da cidade. Estou falando dos arrondissements (bairros) número 1, 2, 4, 5, 6, 7, 8, o sul do 9 e o norte do 16. Estes são os bairros mais bonitos, onde se encontram os principais pontos turísticos da cidade. O principais museus e os principais monumentos também. Uma amiga, parisiense radical, diz que Paris termina nos limites destes bairros citados. O resto não é Paris. Eu não concordo com ela mas enquanto turista gostaria de saber que a Paris imaginária, a Paris dos sonhos difundida em cartões postais e filmes é esta aí.

O 1 é onde se encontra o Louvre, o Palais Royal e a rue Saint Honoré.

O 4 é a parte mais simpática do Marais, bairro boêmio, vanguardista e onde se encontra os restaurantes e lojas gays.

O 5 é o Quartier Latin da Sorbonne.

O 6 e o 7 os bairros mais refinados e elegantes de Paris. O 7  burguês, o bairro da Torre Eiffel. O 6 elegante e intelectual.

O 8 o bairro da alta costura, dos negócios, da Avenue Champs Elysèes, do Arco do Triunfo.

O sul do 9 o bairro do consumo pois aí se encontram as Galerias Lafayettes, Printemps, Zara, H&M, Fnac, Gap, Fauchon…

O norte do 16 o bairro do Trocadero, elitista, com uma população cosmopolita.

O 12, 13, 14, 15, 17 e 20 bairros residenciais e mais afastados do burburinho parisiense. O 12, 13, 14, 15 e 20 bairros de classe média, o 17 oeste bairro residencial elitista o 17 leste mais popular.

O 10, 11, 18 e 19 os bairros populares da cidade.

Não se esqueçam que são linhas gerais, por exemplo, Montmartre turística se encontra no 18.

Leiam também o artigo mencionado acima, ele completa este aqui.



Um guia de Paris para caminhadas


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Caminhar é o esporte mais praticado na França. Além do mais caminhar está virando tendência, esporte hype. Existem na França 15 milhões de pessoas que caminham todos os anos.

Não são só os jovens que caminham, os seniors também. Francesas e franceses com mais de 60 anos descobriram que caminhar é uma atividade tônica e ao mesmo tempo moderada. Lá estão eles subindo e descendo montanhas. As agencias de viagem perceberam a mudança dos hábitos e passaram a organizar viagens com caminhadas de 8 horas para jovens esportivos e viagens para menos jovens com caminhadas de 2 ou 3 horas. Para os 20/40 anos as noites são passadas em abrigos nas montanhas onde todos dormem no chão. Para os seniors as noites são em hotéis de charme. Nas etapas pic-nic uns comem assentados no chão , outros possuem mesas e cadeiras desmontáveis.

Tem circuitos para todos os gostos. Montanha, beira mar e, a moda do momento, circuitos urbanos.

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Faz parte desta onda o guia de caminhadas de Paris editado pela Federation Française de Randonnée Pedestre. No guia dois circuitos para conhecer uma outra Paris, uma Paris de parques, jardins, ruas tranqüilas longe das grandes avenidas e dos lugares turísticos.

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O mais interessante, na minha opinião, seria o circuito oeste/ leste, ligando o Bois de Boulogne e o Bois de Vincennes. A caminhada é praticamente na rive gauche - o lado esquerdo do Sena - passando pelo quartier latin, pelo Hotel des Invalides, pelo Jardin de Luxembourg.

O outro liga o norte ao sul da cidade, das Buttes Chaumont até o Parc Montsouris passando pelo marais e pela região da rue Mouffetard.

www.ffrandonnee.fr



Como se orientar em Paris


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A superfície de Paris é de 105 km2 contra Berlin 889 e Londres 1579, uma cidade pequena, uma cidade ideal para o pedestre, acessível à pé de todos os pontos do seu espaço. Nenhum local não é distante de mais de 5 km do seu centro geográfico que se situa na pirâmide do Museu do Louvre.

A cidade é estruturada por duas grandes divisões. A primeira os belos bairros do oeste contra os bairros populares do leste da capital. Os contrastes sociais são bem visíveis entre a avenue Montaigne e o boulevard Barbés, entre a grande burguesia e os trabalhadores imigrantes.

A segunda divisão é dada pelo rio, a rive droite (a margem direita) e o mundo dos negócios, do comércio de luxo, das grandes joalherias e a rive gauche (a margem esquerda) da cultura, da Sorbone e do mundo literário.

Este sistema de divisões estrutura e ordena o espaço da cidade. A divisão leste/oeste é equilibrada, apesar do emburguesamento da região da praça da Bastille. A divisão rive droite/rive gauche é desproporcional, a segunda representando só 35% do espaço. Paris é antes de tudo rive droite.

Este sistema de oposições e a divisão da cidade em bairros numerados faz parte do mapa mental de todo parisiense. Morar no 19 ou no 16 não tem o mesmo valor. O contraste é evidente entre a bela arquitetura com seus imóveis de pedra e fachadas esculpidas dos bairros 6,7,8,16 e as fachadas sem ornamentos dos prédios pintados de branco do 10, 18, 19.

Para maiores informações sobre Paris leiam o excelente livro dos sociólogos Michel Pinçon e Monique Pinçon-Charlot, Paris Mosaique, editora Calmann Lévy.