Castelo de Vincennes


Ao lado de Paris, com acesso pela linha 1 do metrô, se encontra castelo-forte Château de Vincennes. Dos castelos-forte europeus, ele é considerado o mais conservado. Após o Louvre, é o castelo mais importante da história da França. Sua construção foi iniciada no século XII. Quando o rei mudou-se para Versailles ele foi definitivamente abandonado pela corte. A partir daí sua história foi movimentada. Foi transformado em fábrica de porcelana, de armas, em caserna e prisão. Em 1944 o castelo foi uma etapa para as unidades da Waffen SS vindas da Normandia. Uma parte das suas instalações foi dinamitada. Depois da guerra ele vem sendo restaurado. O Castelo de Vincennes, hoje, é ocupado por unidades das Forças Armadas francesas.

Fotos: Sergio T.Gonçalves

O castelo pode ser visitado e está aberto todos os dias menos dias 1 de janeiro, 1 de maio, 1 de novembro e 25 de dezembro.

www.chateau-vincennes.fr



Programas para o inverno parisiense


Patinar. Onde? Em frente a prefeitura de Paris, o Hotel de Ville, situado na rue de Rivoli entre a rue du Renard e rue des Archives. A partir do dia 18 de dezembro às 12.00h até o dia 6 de março 2010 às 22.00h. Gratuito. Aluguel de patins por 5 euros.

Andar de roda gigante. Onde? Na place de la Concorde. Não se preocupem com o frio, as cabines são fechadas. Ela estará montada até o dia 20 de janeiro de 2010 e funciona das 11.00h às 24.00h.



Festa de fim de ano no Grand Palais em Paris


No Grand Palais, debaixo da grande abóbada da parte central do museu, acontecerá um evento que se chama Jours de Fêtes.

Neste enorme espaço será montada uma roda gigante, alguns carrosséis e áreas com jogos para crianças. Para os adultos, atrações musicais em torno do jazz. O evento será do dia 18 de dezembro até o dia 1 de janeiro. Um programa/salvação  para o primeiro dia do ano quando tudo estará fechado. Aberto das 11.00h às 24.00h. Dias 24 e 31 de dezembro aberto somente até às 20.00h. Entrada: adultos, 5 euros e crianças, 3 euros.

Grand Palais - Avenue des Champs Elysées, 75008 Paris - Metro Champs-Elysées Clemenceau.



Test drive de um programa “turístico”: passeio de barco pelo Sena


Ele é o mais turístico de todos. Acho mesmo que talvez seja o maior representante dos programas sentiers battus (1). Já tinha vivido a experiência, mas fora de situações puramente turísticas. Uma vez, para festejar o casamento de uma amiga francesa e outra, para um encontro de antigos colegas do liceu do meu marido. Mas, nestas duas vezes os barcos tinham sido privatizados.  Pois  um dia eu disse a mim mesma que deveria testar o verdadeiro programa, os famosos passeios de barco pelo rio Sena.

O passo mais importante é a escolha do barco. Existem várias companhias,  barcos e mais barcos. Aqueles com holofotes, que iluminam as margens do rio, foram eliminados da minha escolha. Queria ver a cidade com a iluminação própria de cada monumento e de cada ponte. Os franceses são mestres nesta arte. Os horrorosos e poderosos holofotes esmagam a sutileza de uma iluminação planejada com carinho. Por isto escolhi um barco discreto,  todo de vidro e com o interior mergulhado em uma penumbra confortável.

A música era agradável e longe de ser vulgar. O jantar foi correto, com coquilles saint jacques de entrada, um peixe, chamado bar, como prato principal, um queijo, o saint marcellin (que foi artigo recente aqui no blog) e como sobremesa, peras caramelizadas com sorvete de doce de leite. O vinho, correto e farto. Farto até demais.

Mas para falar a verdade, nada disso teve muita importância. Quando o cruzeiro começou, não conseguia desviar minha atenção do espetáculo das pontes e do desfile das margens do Sena.

Após o jantar, noivos (bem franceses), foram convidados a abrirem a pista de dança, seguidos por jovens japoneses, hiper fashions e sorridentes. Quer dizer, um ambiente agradável, com franceses festejando seus casamentos e turistas bem vestidos. No final do passeio, enquanto muitos ainda dançavam e os marinheiros ancoravam o barco aos pés da torre Eiffel, tive a certeza que este programa não tem erro.

www.bateauxparisiens.com

Port de la Bourdonnais 75007 Paris.

(1) sentiers battus é uma expressão francesa que quer dizer caminhos convencionais



Paris noturno de bicicleta


Patrícia Barrozo é a autora deste artigo.

Fazendo a pesquisa para a viagem no seu blog, vi um post sobre uma empresa que organizava passeios noturnos e diurnos de bicicleta por Paris. Fui até o site e gostei do que li: guia em inglês, 4 horas de passeio e um cruzeiro no Sena com vinho incluído! Assim que chegamos em Paris procurei a empresa. São todos jovens, falam inglês e são super simpáticos! A empresa se chama “Fat Tire Bike Tours” por causa das biciletas que são as do tipo californiano: grandes, com bancos ‘gordos’ e confortáveis; e são boas mesmo!!
Não é preciso fechar com antecedência. Basta chegar ao ponto de encontro (na Torre Eiffel) e eles formam os grupos e distribuem os guias, então vamos até a empresa (é perto), buscamos bikes e coletes, tem água gelada para comprar e levar, local para deixar bolsas.

Saímos por volta das 19 horas e passamos por todos os pontos turísticos do ‘miolo’ de Paris, lindos à noite, iluminados: Notre Dame, Quartier Latin, As ilhas, Louvre, Eiffel, St Chapelle, Pont des Arts!! Paramos na Berthillon para tomar um sorvete e então fomos para o passeio no Sena. O passeio é regado a vinho,  a noite estava perfeita e estávamos nas varandas de cima do barco.  Foi lindo! Após o término, voltamos de bike para a sede. O passeio termina por volta de meia noite!

Tudo isso por 28 euros, não achei caro.



O que fazer domingo em Paris?


Como em várias cidades do mundo, domingo em Paris pode ser mortal. Dependendo do bairro, todos os restaurantes e todas as lojas fecham, os parisienses vão para a campagne e as ruas ficam desertas.

Nas ilhas do Sena,  ilha de la Cité e Saint Louis, sobretudo na ponte que liga estas duas ilhas, domingo é dia de festa. Coisas engraçadas acontecem, como seções gratuitas de massagem anti-stress, promovidas pela “Associação Descontração à la Francesa” e pelos “Agentes Antistress”.

Ou então, tropeçamos com pais e suas crianças assistindo um espetáculo de circo.

As ruas estão cheias e todos os restaurantes, lojas e cafés abertos.

Outras regiões animadas no domingo: o Marais, o Sacre Coeur de Montmartre e a avenida Champs Elysées. Com uma pequena diferença entre estas regiões. As ilhas e o Marais, são regiões onde os parisienses gostam de passear no domingo. Montmartre já é uma região que atrai muitos franceses do interior e turistas estrangeiros. Enquanto que o Champs Elysées é o passeio preferido das pessoas que moram na periferia de Paris.



A casa do Picassiètte a Chartres


Vamos a Chartres conhecer a catedral, e claro, vamos também para visitar a Maison do Picassiètte. Este nome é um  jogo de palavras entre pique assiètte, o que literalmente quer dizer “rouba pratos”, expressão empregada para designar aqueles que visitam os amigos exatamente na hora das refeições e a palavra pic, ou seja, um objeto pontudo utilizado para quebrar pedras.

No início do século XX, Raymond Isidore, homem simples e sem cultura, construiu para si e sua família uma casa minúscula. Para decorá-la utilizou pedaços de cerâmica coloridas, como pratos, xícaras e bules quebrados. Durante mais de 30 anos Raymond decorou o interior da casa, em seguida o exterior e mais tarde todo o terreno.

Assim surgiu a Maison do Picassiètte, mais um exemplo do que chamamos de arquitetura ingênua.

Raymond morreu e em 1982 e a casa foi tombada pelo patrimônio histórico. Ela não se encontra nas imediações da catedral e fica longe para ir a pé. A solução é pegar um táxi, para aqueles que chegam a Chatres de trem.

Maison Picassiètte - 22 rue du Repos 28000 Chartres. Para maiores informações e horários de funcionamento, olhem o site abaixo.

http://www.ville-chartres.fr/site/site.php?rubr=71&srubr=80&ssrubr=336



A Catedral de Chartres: um passeio perto de Paris


Chartres está a 90 km de Paris. Se você for de trem ou de carro, o tempo de viagem será o mesmo: uma hora.

Eu fui de trem, TER, saindo de Paris às 10.34h e com ponto final em Le Mans. A estação ferroviária , de onde sai o trem para Chartres, é a Gare Montparnasse e a passagem custa 27.20 euros ida e volta.

Quando falamos sobre Chartres, estamos na realidade falando da catedral de Chartres. Belíssimo edifício gótico do século XIII, ponto de partida para a peregrinação até Compostelle. A catedral se encontra ao lado da estação ferroviária de Chartres.

A fachada e suas esculturas são bonitas. Mas o que mais impressiona em Chartres, o que atrai turistas do mundo todo, são os vitrais da catedral. Trata-se do mais importante conjunto de vitrais do século XIII.

Imagino que os construtores tenham desejado criar um contraste entre a igreja imensa, pesada e sombria e a luminosidade colorida dos vitrais. Quando a pessoa entra na igreja, e é envolvida pela penumbra, imediatamente levanta os olhos em direção à luz. Gesto simbólico do homem à procura de Deus.

Além dos vitrais, Chartres possui outra grande atração, o seu labirinto. Inúmeras catedrais da Idade Média possuíram labirintos, os quais foram, quase todos, destruídos. O de Chartres foi construído em 1.200 com pedras de calcário brancas e pretas.

Ele ocupa toda a largura da nef central e desenha um caminho de 261 metros, o qual é um símbolo de um acesso até Deus. Ou seja, o peregrino percorre o labirinto rezando e não importa a distância e os desvios, ele chegará inevitavelmente ao centro.

Durante a minha visita, o labirinto estava inacessível. As cadeiras da igreja o cobriam. Me informei mais tarde e soube que ele é liberado poucos dias por ano, durante a semana santa.

Passando para assuntos mais profanos, almoçamos, após a visita,  ao lado da catedral, na brasserie La Serpente. Pedimos uma garrafa de Sancerre (22 euros) para acompanhar um salmão (15.90 euros) e um jambon à l’os, o quer dizer, presunto cozido com osso (14.50 euros).

http://cathedrale.chartres.free.fr



O jardim da Gare Montparnasse


O leitor Nick Fraines me enviou fotos de um jardim situado na Gare Montparnasse. Intrigada com o aspecto tropical deste jardim o qual eu não conhecia, fiz uma pequena pesquisa.

Fiquei sabendo que a construção desta estação ferroviária, aliás a única estação de Paris construída no século XX, fez parte de um grande projeto imobiliário dos anos 60 que incluiu também a torre Montparnasse e um jardim chamado Jardin Atlantique. A proposta do paisagista para este jardim foi de reproduzir a vegetação das duas faces do Atlântico, ou melhor, dos continentes americanos, europeus e africano.  Por isto estes bambus e este ar de jardim brasileiro.

O Jardin Atlantique foi construído em cima de uma imensa plataforma de concreto de 3,5 hectares. Ele é, na realidade, uma solução sonora e estética. Por um lado ele protege os habitantes do bairro do barulho dos trens e, por outro, ele esconde as vias férreas.



Espetáculo das águas de Versailles


O espetáculo noturno das águas de Versailles.

Infelizmente este espetáculo já está suspenso com a chegada do outono/inverno. Entretanto, o espetáculo diurno das fontes musicais continua na programação do castelo, mas somente nos dias 29 de setembro, 3 e 4 de outubro.

Para informações complementares e compra de ingressos, cliquem abaixo.

www.chateauversaillesspectacles.fr

fotos:

www.ipreferparis.net