Galerie Vivienne e um passeio pelo centro de Paris


Esta dica foi enviada por Maria das Graças.


O dia estava lindo. Saltamos do ônibus na avenue Opera e fomos andando até o Jardin du Palais Royal. Apesar das obras, as colunas de Buren já estavam liberadas.


Seguimos à esquerda, pelas galerias cobertas até o jardim, florido e bem cuidado. De lá, seguimos para a Galerie Vivienne.


Lugar encantador, com lojas, restaurantes e uma calma tão contagiante que após visitarmos toda a galeria, decidimos almoçar no A Priori Thé, uma indicação do Conexão Paris. Excelente escolha. Lugar pequeno e acolhedor com comida simples e muito bem preparada. O forte do menu são os vegetais acompanhados com frango ou queijo de cabra e temperados com azeite, tapenade de azeitonas e alcachofras. Para acompanhar uma refeição tão leve, pedimos o vinho rosé da casa. Na sobremesa, eles servem meia porção e eu pedi uma torta de peras acompanhada com um coulis de frutas vermelhas. Deliciosa. Para finalizar um café. A conta foi 47.50 euros para duas pessoas.

De lá, seguimos para a Galerie Colbert que se encontra ao lado. O restaurante Le Grand Colbert estava vazio, apesar de ter serviço contínuo. Lugar bonito, tradicional e com preços comparáveis aos do Vagenende. Em seguida continuamos em direção  praça des Victoires, rue Etienne Marcel, rue Montorgueil e praça Saint Eustache.

Se quiserem completar as dicas da Maria das Graças, leiam um artigo que escrevi sobre a Galerie Vivienne e seus arredores. Cliquem aqui.

E outro artigo aqui.

Informações sobre as Colunas de Buren cliquem aqui.




Odeon


Quando o parisiense diz Odeon, ele esta se referindo a um território preciso,  bem delimitado e carregado de lembranças históricas.

foto: Francisco de Assis Andrade

Odeon começa no boulevard Saint Germain, a partir da estátua de Danton, situada diante do metrô Odeon, passa pelo Carrefour de l’Odeon e continua em direção ao Theâtre de L’Odeon, na Place de l’Odeon.

foto: Franciso de Assis Andrade

Neste curto trajeto, as atrações mais prosaicas são imensas e esquecemos rapido a revolução francesa e assuntos mais graves.

A partir da estátua de Danton, à esquerda, temos o famoso restaurante Comptoir Relais Saint Germain. E colado a ele, seu pequeno bar a tapas alta gastronomia que se chama  L’Avant Comptoir. (leiam os artigos que escrevi sobre o restaurante e o bar clicando no nome deles).

Sugiro uma pausa imediata. No bar, peçam um vinho acompanhado por um macaron recheado com boudin noir. Inesquecível.

Logo em seguida, o hotel quatro estrelas Relais Saint Germain que representa perfeitamente o espírito francês. Maioresdetalhes  sobre este hotel elegante, cliquem aqui.

foto: Francisco de Assis Andrade

Na confluência das duas ruas que sobem em direção ao Luxembourg, a famosa taberna Horse’s Tavern Café. Aconselho uma pausa somente nos dias quentes, para uma cerveja no terraço.

fotos: Francisco de Assis Andrade.  Antonica Andrade

Do lado direito e a partir da estátua de Danton temos o restaurante Les Editeurs – já citado aqui e um dos melhores brunchs da cidade – e retrato perfeito da rive gauche. Poltronos de couro, muros cobertos por livros e clientela ligada ao mundo literário parisiense. Leiam artigo aqui.

Logo após o restaurante, um dos melhores floristas da cidade: Pascal Mutuel. Encontro sempre as realizações deste artista em endereços como Opera Garnier, Plaza Athénée, etc…

foto: Franciso Assis Andrade

Subam pela rue de l”Odeon até o teatro. Este prédio com sua arquitetura séria e sóbria e suas colunas que refletem a grandeza dos munumentos da antiguidade grega, possui uma sala de espetáculo toda em ouro, na mais pura tradição italiana.

O Theâtre de l’Odeon, construido em 1782, hoje se chama Theâtre de l’Europe e coloca em cartaz peças européias com sub-título em francês.

Após este passeio pelo eixo Odeon e antes de mergulharem na paz do Jardin du Luxembourg, entrem na livraria Moniteur situada ao lado do teatro. Uma das mais interessantes de Paris para todos que gostam de arquitetura e design.

Livraria Moniteur – 7 place de l’Odeon 75006 Paris.



Jardin des Plantes em Paris


O Jardin des Plantes não é o jardim mais bonito de Paris – como o Luxembourg – nem o mais central – como o Tuileries. Mas ele deve ser um dos mais interessantes pela variedade das atrações.

Ele possui o segundo zoológico mais antigo da Europe. Um pequeno zoológico simpático e histórico.

Aqui também se encontra um jardim botânico, herdeiro do jardim real de plantas medicinais de Luis XIII, e quatro maravilhosas estufas que acabaram de ser restauradas. Nelas vocês podem ver as florestas tropicais úmidas, as plantas dos desertos e zonas áridas, as plantas da Nouvelle Calédonie e a última estufa retraça a história das plantas.

A fila da segunda foto explica porque  fico devendo, a vocês, o interior das estufas.

No Jardin des Plantes encontramos também a Grande Galeria da Evolução, uma gigantesca construção onde podemos ver uma instalação teatral das teorias da evolução.

E, por último, o jardim possui uma galeria de Anatomia Comparada e de Paleontologia.

O Jardin des Plantes se encontra nas margens do Sena, no final do Quartier Latin. Quando morava no Marais, ele fazia parte do meu “circuito caminhada matinal”.

Como chegar: estações de metro Gare d’Austerlitz e Jussieu

www.mnhn.fr



La Defense


Faço aqui meu mea culpa. Nunca escrevi um artigo entusiasta sobre o bairro La Defense e, para falar a verdade, estive lá poucas vezes. Claro que, quando o arco – La Grande Arche – foi inaugurado, o visitei e admirei este monumento que fecha  a grande perspectiva cujo ponto de partida é a pirâmide do Louvre.

Quando li a primeira frase do email do arquiteto Maurício Azenha Dias – acho curioso como muitas pessoas vão a Paris e deixam de conhecer o La Defense”minha primeira reação foi a indagação “por que conhecer um lugar que o antônimo de Paris?”

Continuo a leitura e Maurício me fala sobre a “escala urbana agradável da região”, sobre “espaço generoso, com prédios de arquitetura contemporânea e grandes esculturas urbanas de artistas como Mirò e Calder”. Me informa que “La Defense representa o que gostaríamos de ver nas cidades brasileiras, afinal temos Paris com um gabarito baixo, prédios residenciais e serviços e, ao lado, uma área específica para os grandes edifícios e corporações.

De repente comecei a ver o La Defense sobre o ponto de vista de políticas urbanas e me dei conta que a sua existência foi determinada pela necessidade de preservar Paris e seu patrimônio arquitetural.

Então digo a todos, viva o La Defense e basta olhar as fotos do Maurício para verem a beleza do espaço.

Como ir: basta pegar o metro linha 1 e descer na estação La Defense.

Leiam um artigo publicado em 2007 clicando aqui e um outro com belas fotos do La Defense publicado em 2009, clicando aqui.

Neste último artigo discuto se vale a pena ficar hospedado nesta região.



Um circuito de ônibus e um almoço chic em Paris


Francisco de Assis Andrade e Antonica fizeram a experiência de pegar o ônibus número 63, cujo trajeto permite percorrer alguns pontos bonitos de Paris. Como eles estavam hospedados no Hotel des Grandes Écoles, situado na rue Cardinal Lemoine, eles o pegaram na rue Monge e fizeram todo o trajeto, até o ponto final,  Porte de la Muette. Cliquem aqui para verem o mapa do trajeto do ônibus.

Seguindo os conselhos publicados no artigo sobre o 63, eles evitaram as horas de grande fluxo de pessoas indo ou vindo do trabalho.  Além de apreciarem o trajeto, Francisco e Antonica visitaram o Musée Marmottan Monet que se encontra no ponto final deste ônibus.  (Leiam artigo sobre este museu clicando aqui.)

Em seguinda almoçaram em um restaurante que sempre desejei conhecer, o  La Gare.

Esta antiga estação de trem foi transformada em restaurante branché e frequentado pelos moradores chics  do bairro. A decoração é elegante e contemporânea e os pratos gostosos.

Nas fotos vemos Antonica,  sua filha Mariana e uma simpática garçonete francesa.

Na hora do almoço o restaurante oferece um menu a 19 euros e no jantar outro a 33 euros. Aberto todos os dias das 12 às 14.30h e das 19 às 22.30h. Brunch todos os domingos das 12h às 15h, por 33 euros.

19 Chausée de la Muette 75016 Paris

Para verem o site do restaurante, cliquem aqui.



Picasso e o Château de Vauvenargues


Este artigo foi escrito por Eduardo, proprietário do excelente blog Da cachaça pro vinho.

Tem gente que é boa-vida. Tem gente que é gênio.

Agora, poucos tem o dom e a inteligência de ser as duas coisas ao mesmo tempo. E, certamente, Picasso foi.

Foi com esssa perspetiva que nos interessamos  em conhecer o Castelo de Vauvenargues, o lugar onde Picasso viveu com a esposa e fotógrafa Jacqueline e criou um montão de suas obras-primas.

E a curiosidade aumentou quando soubemos (através da Rachel Verano) que o castelo estaria aberto à visitas. As reservas pela internet são obrigatórias, as vagas são limitadas e o castelo ficará aberto até 02/10/2010.

Em pleno domingo à tarde, dia de final de Copa do Mundo, estávamos lá. Com a coincidência da Espanha estar no final.

O castelo fica perto de Aix-en-Provence e para se chegar é necessário estacionar logo na entrada da cidade Vauvenargues e andar bastante até a sua porta. A caminhada é interessante e vale a pena, já que a cidade é bonitinha.

Ao chegarmos, surpresa! As fotos são totalmente proibidas. A princípio, você fica decepcionado com esta imposição, mas logo compreende que é bem melhor apreciar tudo e todos os detalhes com os olhos e não com a lente da câmera. A partir daí, o tour guiado se torna cada vez mais informativo e emocionante.

Lá você conhece o lugar onde Picasso e a esposa estão enterrados (não se esqueçam que ele cumpriu a promessa de nunca voltar a sua amada Espanha enquanto Franco estivesse por lá); visita o estúdio dele e conhece todo o seu processo criativo (ele gostava de pintar à noite e com uso de refletores); vê os maneirismos do gênio; a sua cozinha (incrível como todo gênio adora uma boa gastronomia); passa, inclusive, pelo banheiro que ele mandou construir e onde pintou uma obra prima na parede.

Enfim, os 60 minutos do tour passam tão rapidamente e são tão envolventes que parece que você está numa montanha-russa, mas em câmera lenta. Os 8 euros pagos por pessoa (fomos eu, a Dê e a Re) foram o melhor custo e benefício de toda a viagem.

A história de que Picasso gostava e admirava tanto Paul Cézanne e que ligou pro seu agente quando comprou o castelo dizendo: “comprei a montanha do Cézanne, a verdadeira, a Sainte Victoire ” é a mais pura verdade. E também a de que ele respeitava tanto a Cézanne que nunca olhou pelas janelas para utilizar aquelas belas paisagens/iluminação como referência. Ele acreditava que Cézanne já tinha feito as “masterpieces” sobre o lugar.

Gênio e boa-vida. Picasso era mesmo!



Romantismo nas margens do Sena


Atravesso o Sena pelo  Pont des Arts  e confiro se os cadeados dos casais apaixonados estão presos nas grades. Após a limpeza feita pela Prefeitura, novos apareceram. Fico contente desta vitória dos amorosos contra o movimento de degradação dos monumentos. Afinal de contas, estas inocentes representações do amor eterno não incomodam em nada. Ao contrário, pensamentos agradáveis surgem diante desta peninha rosa.

Vejo as peniches ancoradas junto aos cais da rive gauche. Dentro da linha romântica, penso que deve ser agradável morar nestes barcos, café da manhã no convés, suco de laranja, croissant e umas flores contrastando com a toalha branca.

Sigo meu caminho e penso na  unidade do outono e nos dias escuros do inverno.  Quando os ventos gelados voltarem, o cadeado com sua peninha rosa vai salvar a visão romântica das margens do Sena.



Bois de Boulogne: algumas sugestões de passeios


Este bosque é a grande área de lazer dos parisienses. O Bois de Boulogne possui dois hipódromos, 28 km de pistas para cavalgar, 15 km de itinerários para bicicletas, um circuito de 2.500 metros para os amadores de jogging, um grande lago para os apreciadores de barcos a remo.

Ele engloba o parque Bagatelle, o jardim Acclimatation e o jardim Serres d’Auteuil.

Fabiana Maruno mora em Paris e me enviou fotos do seu domingo no Bois. No programa, passeios de barco e de poney com a filha de 3 anos.

O passeio de barco custa 10 euros a hora. As pessoas devem deixar uma caução de 50 euros ou 20 euros + carteira de indentidade. Os passeios de poney custam 12 euros a hora.

Aqui fica uma sugestão de passeio fora dos circuitos habituais dos turistas. O Bois de Boulogne é bonito, bem frequentado e estes dois passeios indicados ficam na região do lago inferior ( lac inférieur ).

Para completar o passeio de Fabiana, eu sugiro um restaurante muito conhecido dos parisienses o Chalet des Îles. Ele se encontra localizado em uma das ilhas do lago inferior.

Passeio romântico, pois vocês podem ir remando até a ilha ou pegar o barco do restaurante. No verão, as mesas externas ficam lotadas. No inverno, o interior do restaurante é extremamente aconchegante. Trata-se de um chalé que Napoleão III construiu, na segunda metado do século XIX, para sua querida Eugênia.

Preço do prato principal em torno de 25 euros.

Cliquem aqui para maiores informações sobre o restaurante.

Clicando aqui vocês podem ver um mapa em pdf do Bois de Boulogne.

As três primeiras fotos são de Fabiana Maruno.



Dicas para um passeio: Musée Marmottan e Le Beaujolais d’Auteuil


Foto: Musée Marmottan Monet, Paris

Esta bela casa foi construida para ser o pavilhão de caça do duque de Valmy. Comprada pelos Marmottan, ela é transformada em residência para receber a coleção de arte e os móveis desta família. Em 1932, a mansão e todo seu mobiliário é doada ao Estado francês e neste momento é criado o Musée Marmottan. A coleção é enriquecida com várias doações e em 1966 o filho de Monet doa os quadros do seu pai ao museu. A partir deste momento o museu se tornou proprietário da maior coleção de quadros do impressionista Claude Monet e passou a se chamar Marmottan Monet.

Foto:  Musée Marmottan Monet, Paris

O Marmottan está situado na chic periferia oeste de Paris, na região denominada NAP – Neuilly, Auteuil e Passy. Três bairros elegantes e arborizados instalados ao lado do bosque Bois de Boulogne.

Fotos: Sergio T. Gonçalves

Uma visita a este museu pode se transformar em um passeio de um dia, com a visita do bairro e seus belos imóveis.

E um almoço ou jantar na brasserie Le Beaujolais d’Auteuil.

Este endereço é o ponto de encontro dos elegantes da região e as especialidades da casa são: consomé au foie gras (€12), filé com fricassée de champignons (€30), vitelo com legumes (€22). O restaurante tem um menu a €33 com entrada+prato+sobremesa. A brasserie fica aberta o dia todo. O almoço é servido das 12h às 15h e o jantar das 19h às 22.30h.

Muséee Marmottan – 2 rue Louis Boilly 75016 Paris – metrô Muette ( ou então peguem o ônibus 22 ao lado da Opera). O museu está aberto das 11h às 18h. Fechado nas segundas,  dias 1 de janeiro, 1 de maio  e 25 de dezembro.

Le Beaujolais d’Auteuil – 99 boulevard de Montmorency 75016 Paris – Tel.: 01 47 43 03 56 – metrô Porte d’Auteuil.



Paris e Versailles de bicicleta


A questão aluguel de bicicletas em Paris é polêmica. Vários leitores alugaram via Velib e tiveram problemas com débitos abusivos no cartão de crédito (leiam aqui sobre o Velib). No site do Velib existe uma opção para contatos. Parece que eles não respondem e não se preocupam em resolver os problemas mencionados pelos clientes.

Recebi um email da leitora Candice. Em Paris ela usou os serviços de uma empresa que organiza passeios de bicicleta noturnos e diurnos (escapando assim dos problemas ocasionados pelo sistema Velib).

Aqui está seu email.

“Não conheço você pessoalmente mas a considero minha amiga de viagem. Sim, você esteve presente em cada detalhe! Meu marido, Fred, ficou impressionado com todas as dicas que tinha para tornar o nosso passeio ainda mais inesquecível. Claro, estudei o Conexão Paris por inteiro e adquiri o seu guia. Amamos cada cantinho de Paris. Conhecer a cidade por olhos um pouco menos turísticos nos fez acreditar que éramos parisienses. E que suspresa mais agradável quando percebíamos que já entendíamos perfeitamente as ilhas, metrôs, trens, ruelas e a rica história da cidade luz.

Gostamos muito de andar de vicicleta, portanto o fizemos em Paris e Versailles. Uma experiência única e maravilhosa! Vale a pena cada centavo pago.


Alugamos em Versailles mesmo e conseguimos fazer o castelo, Grand Trianon, Petit e Hameau no mesmo dia.


Em Paris fizemos o tour da Fat Tire Bike (28 euros/pessoa, com direito ao passeio de barco pelo Sena).

Esta foi a forma que encontramos para agradecer sua preciosa contribuição para a nossa perfeita viagem.”

Candice