Fred Le Chevalier: entre poesia e street art

O estilo característico de Fred Le Chavalier

Fred Le Chevalier, em português, Fred o Cavalheiro, é o artista parisiense mais em voga do momento. Suas colagens poéticas e românticas podem ser vista por toda a cidade, mas principalmente em Belleville, berço da street-artista parisiense e bairro onde o artista mora e trabalha.

Personagens simbólicos

Seus adoráveis personagens, com traços inconfundíveis em preto e branco com uma pitadinha de vermelho, amarelo ou verde, criam um cenário perfeito na arquitetura bege da Cidade Luz. Suas obras não agridem o patrimônio uma vez que a técnica de colagem é a composição da arte no papel, aplicada na parede com água e farinha.

Fred é um artista apaixonante. Sua arte é inspirada por Ernest Pignon-Ernest, Alexandre Dumas e Dom Quixote. Sua primeira colagem, realizada há sete anos atrás, foi um presente para a mulher que ele amava.

Ano passado, durante uma entrevista no Canal Saint Martin, perguntei à Fred qual a mensagem por trás de suas obras.

“Eu gosto que as pessoas criem seu próprio significado, que elas se apropriem dos meus desenhos e que inventem suas histórias. Meus temas são lembranças da infância, ligadas ao reino dos sonhos e dos contos. Às vezes são emoções agradáveis, sobre o amor, outras vezes trato emoções difíceis e sofridas. Mas meu desenho é otimista, uma mistura entre poesia e arte de rua.”

Fred, Le Chevalier nas ruas de Paris

Embora a street- art tenha o aspecto ilegal em seu conceito, Fred costuma colar suas obras nas ruas de Paris durante o dia.  É comum o encontrarmos em ação durante os nossos tours de street-art ou então tomando um café, no nosso ponto de partida em frente a Associação Le M.U.R., na rua Oberkanf.

Este texto foi escrito por Fernanda Hinke,  guia que nós indicamos para você conhecer a Paris Underground. Clique aqui para conhecer a proposta da Fernanda.

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Montmartre, um dos bairros mais charmosos de Paris

A região de Montmartre, imortalizada pelo filme da Amélie Poulain,  que fica ao norte de Paris, no bairro 18, é uma das regiões mais bucólicas e charmosas da cidade por causa de suas ruazinhas arborizadas, seus pintores de rua, seus cafés e cabarés. Além disso, como fica no alto de uma colina, oferece uma das mais lindas vistas da cidade.

As charmosas ruelas arborizadas de Montmartre

As charmosas ruelas arborizadas de Montmartre

Moulin Rouge

O Moulin Rouge, um dos mais tradicionais cabarés da cidade

Em Montmartre  fica também a famosa igreja Sacré-Coeur.

Sacré Coeur

A igreja de Sacré Coeur

Geralmente, os turistas do mundo inteiro se limitam a visitar a igreja e  a famosa Place des Tertres, ocupada por pintores de rua que fazem caricaturas dos turistas e retratam a cidade.

Place des Tertres

Place des Tertres. Foto de Stephen Carlile no Flickr.

Mas tem muito mais coisa pra ver em Montmartre e você não deve se limitar a este circuito turístico banalizado. Ande  pelas escadas e ruelas do bairro para descobrir o que realmente contribui para que Montmartre seja um dos bairros mais charmosos de Paris.

Para ajudar você, seguem algumas pequenas dicas de passeios, tanto para a parte mais turística quanto para as ruas e cantinhos escondidos que os parisienses visitam.

Moulin Rouge, café da Amélie Poulain e Abbesses:

O Moulin Rouge, um dos mais famosos cabarés de Paris, fica no boulevard de Clichy.  Desça na estação de metrô Blanche e logo verá o cabaré. Pegue a rue Lepic, à direita do Moulin Rouge, uma rua de comércio alimentar, tipicamente parisiense.

No número 15, está uma das maiores estrelas do bairro: o café do filme da Amélie Poulain! Lotado de turistas, o café vale a pena se você for um fanático pelo filme.  Senão,  siga em frente.  (Leia o post sobre o café da Amélie Poulain).

Vire à direita na rue des Abbesses e preste atenção no charme deste cantinho de Paris. Você vai chegar na praça des Abbesses onde está situada uma das belas estações de metrô art nouveau.

Metrô Abbesses

Entrada da estação de metrô Abbesses – Foto de Steve Cadman, no Flickr

Continue caminhando na Abbesses e em seguida pegue a rua d’ Orsel e vire na rue des Trois Frères à esquerda. Na esquina da Rue des Trois Frères e da Rue Tardieu, você vai ver as escadarias para chegar até a igreja da Sacré Coeur. Daí, é só subir. Você pode ir pelos caminhos tradicionais, de bondinho ou pelas escadas laterais. Ou você pode pegar um caminho alternativo e aproveitar para conhecer o mercado de tecidos Saint-Pierre.

Veja também em Montmartre:

Onde comer em Montmartre:

 Obs.: Este post foi escrito originalmente em 2008. Republicamos hoje com informações e textos atualizados.

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Paris Underground

Fernanda durante a visita de um squat

A brasileira Fernanda Hinke me contatou para propor um passeio por Paris Underground, a Paris da Street Art.

Aceitei a proposta, convidei um amigo e passamos 2.30h surpreendentes.

Vamos direto na minha impressão final. O circuito que Fernanda propõe possui um centro de interesse preciso, a Street Art. Mas ele oferece informações bem mais ricas e amplas que o foco inicial!

A cada 30 dias outro artista ocupa este painel urbano

Enquanto percorríamos as ruas de Belleville e enquanto Fernanda falava sobre as múltiplas conotações da Street Art, na realidade estávamos descobrindo uma outra Paris, outras formas de interação social, outras formas de ocupação do espaço público.

Arte urbana oficial

Ao tomar conhecimento da história da Street Art, passei a enxergá-la de outra forma. Da mesma maneira que passei a enxergar Paris com outros olhos após ter percorrido, com Fernanda, o caminho entre République e o Parque de Belleville.

De todos, este é o meu preferido

Com Fernanda descobrimos a diferença entre Street Art, Arte Urbana, Arte Urbana Institucionalizada, Tags… Conhecemos os painéis murais administrados pela prefeitura e cedidos aos artistas urbanos, as galerias de arte, mantidas pela Prefeitura, dedicadas aos artistas de rua e grafiteiros, entramos em squats onde vivem artistas do mundo inteiro.

O centro da Street Art de Paris

Édith Piaf morava neste bairro e cantava neste café

E finalizamos o passeio nesta rua extraordinária, ponto de encontro dos moradores do bairro, onde a arte se expõe em todos os muros.

Antes de terminar, gostaria de acrescentar que percorrer os caminhos da Street Art parisiense é também percorrer as ruas de um bairro famoso por ter sido o centro de momentos importantes da história de Paris, famoso pelos personagens ilustres que aí nasceram e que aí viveram, entre eles Édith Piaf.

Um momento do nosso percurso

Vista de Paris do Parque de Belleville

Se quiser conhecer esta Paris secreta, interessante e alternativa, entre em contato com a Fernanda. O email de contato é: fernanda.undergroundparis1@gmail.com

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Onde passear domingo em Paris?

Este é um dos nossos programas preferidos, domingo, em Paris.

Os cafés do Tuileries

O ponto de encontro com a família toda é no Jardin des Tuileries. Alguns chegam mais cedo para tomar café da manhã ensolarado, debaixo das árvores do parque, outros chegam na hora marcada, em torno das 11h.

A pé, seguimos em direção à voie George Pompidou, aberta aos domingos somente aos pedestres, bikes e companhia. Pegamos o primeiro acesso para pedestres após o Museu Louvre.

As margens do Sena

Para mim, apaixonada pelas margens do Sena, está é a vista mais bonita da cidade. Aguardo impaciente o final do inverno e os domingos ensolarados da primavera e do verão para repetir o mesmo itinerário: caminhar no nível do rio e passar por baixo das pontes.

A ponte dos cadeados

Passamos pelo Pont des Arts e seus cadeados. Caminhamos  na lateral da Ilha Cité e seu Pont Neuf.

Conciergerie: prisão da Maria Antonieta

Passamos diante da Conciergerie, a prisão da Maria Antonieta.

 

Ilha Saint Louis

E um pouco mais para frente, estamos perto da ilha Saint Louis.

Continuamos  até a próxima saída da Voie George Pompidou para  atravessamos o Sena pela Pont Marie e entrar na ilha.

O almoço é sempre por aí, sem grandes exigências gastronômicas. Um crepe, um sanduíche croque monsieur em qualquer varanda ensolarada, um sorvete Berthillon … e a vida é bela.

Na rive droite, todos os domingos e feriados, aberto aos pedestres do túnel das Tuileries até o Ponte Charles de Gaulle.

Na rive gauche, idem, do Quai Anatole France até a saída Quai Branly.

Horário: das 9 às 17 horas.

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Guia Paris – 5 roteiros em 4 dias

Depois de um longo e tenebroso inverno, conseguimos (enfim!) iniciar a venda do guia Paris – 5 roteiros em 4 dias em PDF. Viva! E a versão impressa já está nascendo também. O livro entra na gráfica ainda essa semana. Isso significa que em 20 dias as vendas do livro em papel devem começar.
Paris, Cinco roteiros em quatro dias
Para quem quer comprar o PDF, funciona assim:

A venda está sendo feita no HotMart, a principal ferramenta de distribuição de produtos digitais aqui no Brasil. Acesse nossa página de vendas e faça a sua compra. Ao finalizar o pagamento, o PDF estará disponível para você. Basta imprimi-lo (em formato paisagem pra ficar mais bonitinho, ok?).

A versão em PDF custa 25 reais. A versão em papel custará 35 reais.

E atenção: a versão atual do PDF ainda não é compatível para leitura em celular e IPad. Eu sei, essa notícia é ruim, é péssima!

Mas, a boa notícia é que já estamos correndo atrás do nosso erro e, também em fim de junho, um PDF totalmente compatível com dispositivos móveis estará pronto. E quem tiver comprado agora, poderá baixar a nova versão posteriormente, sem pagar nada a mais.

Sobre o guia Paris – 5 roteiros em 4 dias

Este é nosso antigo guia de passeios a pé. Só que totalmente revisto e atualizado. Mudamos alguns roteiros, atualizamos as informações, fizemos novos e lindos mapas e caprichamos no projeto gráfico, que é assinado pela queridíssima e talentosa Elisa Von Randow.

Os mapas foram totalmente redesenhados. Ninguém mais vai se perder!

Guia Paris, Cinco Roteiros em Quatro Dias

São cinco roteiros, que podem ser feitos em quatro dias.

Com este guia, você vai passar por todos os pontos turísticos:  Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Notre Dame, Montmartre etc. Mas vai também conhecer locais menos turísticos,  que são os verdadeiros segredos dos parisienses.
Esperamos que vocês gostem. E agradecemos do fundo do coração a paciência pela (longa!) espera.
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