Aproveite sua viagem a Paris para fazer uma tatuagem

Não pertenço à geração tatuada. Mas gosto de observar motivos ou frases que escapam da manga da blusa, da meia, ou que são revelados em um movimento do cabelo, do braço. Há alguns meses, pensei em fazer um artigo sobre tatuagem em Paris. Pode ser divertido para quem estiver de passagem pela cidade. Apesar de não entender NADA do assunto, descobri dois endereços – bem diferentes um do outro. Mas gostei de ambos.

O primeiro é do artista de rua francês Fuzi Uvtpk. Quem já andou pelo RER C já esteve em contato com seus grafittis nos carros e nos corredores por onde passam os trens.

Graffiti de Fuzi. Foto tirada do site do artista.

Além de artista de rua, Fuzi também faz tatuagens.

Graffiti de Fuzi. Foto tirada do site do artista.

E foi o escolhido por Scarlett Johansson para a sua mais recente tatuagem.  Veja matéria do Huffington Post.

Scarlett Johansson exibe sua mais nova tatuagem, feita pelo artista Fuzi

O segundo endereço é o oposto. Trata-se da artista canadense, radicada em Paris, Sunny Buick. Especializada em tatuagens coloridas, tem um estilo bem retrô, bem girly.

Tatuagem de Sunny Buick. Foto do site da artista.

Tatuagem de Sunny Buick. Foto do site da artista.

Tatuagem de Sunny Buick. Foto do site da artista.

E, para os alucinados por Paris…

Tatuagem de Sunny Buick. Foto do site da artista.

Tatuagem de Sunny Buick. Foto do site da artista.

Voilá! Se alguém fizer uma tatuagem aqui, manda foto pra gente, hein? E se alguém que entenda mais do assunto tiver outras dicas, manda pra gente também.

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Paris: 14° lugar na lista bicycle friendly cities

Paris obtém o 14° lugar na classificação mundial das cidades pro-bicicletas.

Os dados foram publicados pela empresa dinamarquesa Copenhagenize especializada na prática da bicicleta urbana.

Com o programa Vélib, os corredores de ônibus abertos aos ciclistas, as zonas 30km/h onde os ciclistas andam no sentido contrário Paris ficou em 14° entre 150 cidades.

A capital está longe das vencedoras, Amsterdam-Copenhague-Utrecht, longe da suas rivais francesas Bordeaux e Nantes, atrás de Berlin e Munich mas diante de Londres e New York e faz parte das top 20.

E, comentário à parte,  Rio de Janeiro se classificou em 12° lugar!

Os especialistas  são elogiosos sobre Paris,  cidade apresentada como exemplo a ser seguido. Sem tradição no uso da bicicleta como meio de transporte, Paris conseguiu em poucos anos introduzir o programa Vélib e criar quase 700km de ciclovias em 10 anos.

A prefeitura tem ainda muito trabalho pela frente: aumentar a segurança, criar novas vias e convencer os parisienses que a bicicleta é realmente um meio de transporte. Atualmente somente 3% dos habitantes adotam as bikes.

O prefeito anunciou recentemente o início da construção de uma ciclovia na avenida Champs Elysées, da Praça Concorde até o Rond Point. Ela estará pronta no final de junho de 2013. Primeiro passo de um projeto que compreende toda a avenida.

Para os turistas, a prefeitura deveria melhorar o sistema de acesso ao uso do Vélib. Inúmeros leitores relataram débito indevido da caução de 150 euros!  Prova que o sistema não é totalmente seguro para aqueles que andam de bicicleta ocasionalmente.

Veja aqui mapa das ciclovias e corredores de ônibus usados pelos ciclistas.

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A Goutte d’Or e seus “urinoirs”

A Prefeitura de Paris testa na Goutte d’Or urinóis públicos instalados nos passeios. São módutos com três urinóis de porcelana suspensos em altura anatomicamente confortável.

Quando pensamos que Paris é o símbolo da elegância e do luxo esta notícia nos parece no mínimo singular.

A medida higiênica visa combater o ato de urinar na rua, pelo visto um hábito dos moradores desta região.

A Goutte d’Or está à direita da Igreja de Sacre Coeur de Montmartre e é um dos bairros mais cosmopolistas e multi-étnicos de Paris. Ele é um ponto de encontro da população originária da África.

A Goutte d’Or atrai parisienses de outros bairros com seus ambientes típicos, suas lojas de tecidos africanos e vendinhas de frutas e legumes considerados aqui como exóticos.

Veja o vídeo aqui.

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14 de julho: Festa Nacional francesa

Créditos: Armée de l’air

Sempre me perguntei porque a festa nacional francesa é comemorada, também,  com um grande e pomposo desfile militar. Claro que temos os famosos fogos de artifíco da torre Eiffel, mas qual a razão, em 2013, para a presença dos militares na avenida Champs Elysées? Na continuidade da minha indagação, os outros países europeus possuem uma manifestação similar?

O desfile do dia 14 de julho, tal qual o conhecemos hoje, foi instaurado em 1880 pela jovem Républica como tentaviva de fortalecimento do ideal republicano após anos de instabilidade política. Os republicanos queriam provar que o governo estava militarmente forte e que as forças armadas estavam preparadas para a recuperação da Alsácia e da Lorraine. Desde então os militares assinam o ponto anual nesta festa do verão parisiense.

Ano passado, ou atrasado não me lembro mais, os ecologistas tentaram suprimir este desfile.  Para os “verdes” franceses, um desperdício de dinheiro em período de crise econômica e uma apologia guerreira supérflua.

Poucos são os países europeus que mantém ainda desfiles militares. Espanha e Portugal reduziram as celebrações da festa nacional, a Grécia suprimiu a presença das forças armadas e os militares italianos desfilam diante da indiferança da população. A Inglaterra possui, no lugar da festa nacional, o aniversário da rainha e os militares desfilam a pé e em uniforme tradicional. Quanto a Alemanha, ela festeja a reunificação sem desfile nem festa.

A Europa do Norte não aprecia muito as manifestação militares. Na Suécia o casal real faz uma simples saudação à bandeira nacional, na Noruega são as crianças que desfilam e na Finlândia a população assiste, pela televisão, uma recepção organizada pela presidência.

Se estiver em Paris dia 14 de julho, saiba que este defile começa sempre em torno das 10.30h na avenida Champs Elysées e que o espetáculo é bonito com cavalos, tanques, acrobacias aéreas, saltos de paraquedas, palanques que autoridades nacionais e internacionais e suas respectivas esposas.

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Paris: um selo para os verdadeiros restaurantes

O Colégio Culinário da França é o resultado do trabalho de 15 grandes chefs franceses entre eles Alain Ducasse, Joel Robuchon, Anne Sophie Pic, Guy Savoy.  O objetivo do Collège Culinaire de France é representar, promover, transmitir a identidade, a diversidade, a tradição e a inovação que caracterisam a gastronomia francesa

O Collège acabou de criar um movimento em reação ao seguinte fato: na França, 75% dos 200.000 restaurantes não preparam os pratos que eles oferecem aos clientes. Eles simplesmente esquentam pratos industrializados. Constatação preocupante para todos aqueles que levam a sério a tradição gastronômica deste país.

Por isso estes 15 mosqueteiros criaram um selo – Restaurante de Qualidade – para salvar a qualidade da verdadeira cozinha, salvar a qualidade dos produtos, a qualidade do serviço e da hospitalidade.

Os restaurantes que forem premiados com este label  deverão informar a origem dos produtos, o modo de preparação dos pratos e a qualificação profissional do cozinheiro.

Eles terão, na Web, um questionário onde os clientes poderão julgar e comentar. Desta forma todos contruibuirão para a defesa da verdade.

Daqui para a frente procuraremos os restaurantes que tenham este selo de qualidade.

Veja o site do movimento “Restaurant de Qualité” aqui.

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