Exposição Paris Haute Couture

Marc Verhille / Mairie de Paris

Por Rodrigo Lavalle do blog Paris à Porter

Em cartaz no Hôtel de Ville, a exposição ‘Paris Haute Couture’ conta 150 anos de história da alta-costura parisiense. Como diz o texto oficial da mostra, muito mais do que francês, esse métier é particularmente parisiense pois ele reflete o estilo de vida da sociedade rica da época de sua criação (1858).

A primeira parte da exibição é bem didática, uma pena que todo o texto seja em francês. Aqui aprendemos o básico da história da alta-costura com datas e nomes importantes. Aprendemos também algumas regras e requisitos que um estilista precisa seguir para ser considerado ‘de alta-costura’. Essas regras foram reformuladas em 2001 para melhor se adequarem aos tempos modernos e permitir a entrada de novos membros. Atitude mais do que necessária pois desde os anos 70 o número de ‘maisons haute couture’ vinha diminuindo consideravelmente.

Também nessa parte podemos ver fotos do dia-a-dia de trabalho das maisons, croquis originais feitos pelos estilistas e amostras de bordados e plissados intrincadíssimos. O mais interessante aqui é o pequeno resumo das etapas de produção de um vestido, no caso, um Chanel de 2012. Começamos pelo belíssimo croqui desenhado por Karl Lagerfeld, passando pelas amostras de bordados e flores decorativas, pelo modelo-teste feito em toile até chegarmos ao vestido pronto e resplandescente. Conte-se entre uma etapa e outra horas e horas de trabalho…

Marc Verhille / Mairie de Paris

Na segunda parte da exibição vemos as obras em si, ou seja, os vestidos. São pouco mais de 100 peças que mostram não só a evolução da alta-costura, mas também a evolução dos costumes e da estética no último século. As criações vão desde aquelas do primeiro grande ‘couturier’, Charles Frederick Worth, até recentíssimos vestidos da conceitual Maison Martin Margiela e da jovem Bouchra Jarrar, ex-assistente de Nicolas Ghesquière na Balenciaga. Há que se notar, no entanto, a pouca representatividade de marcas não francesas como Giorgio Armani, Versace e, até mesmo, Valentino.

A cenografia dessa segunda parte, apesar de linda – os vestidos ficam expostos em caixas de vidro – deixou o espaço de circulação um pouco apertado. Eu visitei a exposição em um dia de semana à tarde com poucas pessoas presentes e, às vezes, ficava difícil andar. Além disso, achei o ambiente pouco iluminado (talvez para não danificar as roupas) o que tornava impossível ler os textos colados nas caixas de vidro.

Apesar desses detalhes a exposição é magnífica. Admirar esses vestidos ao vivo e ver toda a engenharia por trás de suas construções e a riqueza de seus ornamentos é de tirar o fôlego. E o fato dela ser gratuita a torna ainda mais imperdível!

“Paris Haute Couture”
 – 2 de março a 6 de julho – segunda à sábado de 10h às 19h – Hôtel de Ville – Salle St-Jean – 5 rue Lobau – 75004 Paris – metrô linhas 1 e 11 – estação Hôtel de Ville

Rodrigo Lavalle é Consultor Compras indicado pelo Conexão Paris. Clique aqui para conhecer sua proposta.

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Exposição: Paris Alta Costura

Foto: Marc Verhille / Mairie de Paris
Não perca a exposição gratuita Paris Haute Couture que reúne mais de 100 peças e retraça 150 anos da história da moda francesa.
Você poderá admirar os vestidos míticos de Worth, Doucet, Poiret, Lanvin, Vionnet, Patou, Chanel, Molyneux, Rochas, Maggy Rouff, Jacques Heim, Nina Ricci, Schiaparelli, Jacques Fath, Balenciaga, Grès, Balmain, Carven, Christian Dior, Givenchy, Cardin, Yves Saint Laurent, Courrèges, Jean Paul Gaultier, Lacroix, Alaïa…

Foto: Marc Verhille / Mairie de Paris

Uma ocasião também para você conhecer o Hotel de Ville, a prefeitura de Paris.

Veja mais fotos aqui.

“Paris Haute Couture” – Hôtel de Ville – Salle St-Jean – 5 rue de Lobau. 75004 Paris
Do dia 2 de março até o dia 6 de julho 2013. Aberto todos os dias das 10h às 19h menos nos domingos e feriados.

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Francesas: chiques e discretas

Por Rodrigo Lavalle do blog Paris à Porter

Há pouco mais de 4 meses, após ter ido bisbilhotar na porta de alguns desfiles de moda, eu escrevi esse artigo para o Conexão Paris. Na semana passada, a jornalista inglesa Suzy Menkes escreveu um artigo no qual trata, entre outras coisas, do mesmo tema.

Suzy Menkes é uma das mais respeitadas críticas de moda da atualidade. Escrevendo para o International Herald Tribune (pertencente ao The New York Times) ela é conhecida por fazer críticas super corretas, por vezes contundentes e que não fazem concessões.

Por acaso e talvez porque essa seja uma analogia fácil, a palavra ‘circo’ apareceu em ambos os nossos textos. Ao ler essa palavra no título da matéria de Suzy, o que me veio à mente foram os palhaços do circo e não seus malabaristas ou domadores. Talvez porque “palhacinha” seja o termo que eu uso quando vejo nas ruas aquelas pessoas que são usadas por suas roupas ao invés do contrário.

Em seu artigo Suzy escreve “Há uma diferença real entre pessoas elegantes/com estilo e pessoas que querem aparecer – e esse é o dilema atual”. As profissionais do mundo da moda que frequentam os desfiles são tidas como as mulheres mais elegantes e de estilo do mundo. Na minha opinião, grande parte delas é muito mais vítima do que ícone da moda. Assim como a idolatrada editora de moda da Vogue japonesa, Anna Dello Russo, citada tanto por Suzy quanto por mim, o que elas fazem é usar os mesmos looks mostrados na passarela. Pouco da personalidade delas aparece através do que vestem. O importante é ostentar os mais recentes ‘it’ produtos, de preferência aqueles que ainda não estão à disposição do público.

Na verdade o que me fez escrever sobre esse artigo foi o final dele, ou melhor, o que está depois do final. Ali, encerrando a matéria discreta e sutilmente, quase como um “toque de amigo”, temos uma foto com algumas editoras de moda francesas e a seguinte legenda: “O oposto da moda ‘olhem para mim’: é com as francesas o domínio do chique discreto”.

Foto: : Emmanuelle Alt, editora-chefe da Vogue Paris; Virginie Mouzat, ex-Le Figaro e uma das editoras da futura Vanity Fair francesa e Ludivine Poiblanc, stylist.

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Musée des Arts Décoratifs de Paris

Foto: Luc Boegly

Três boas razões para você conhecer ou rever o Musée des Arts Décoratifs situado no prédio do Museu do Louvre.

De 13 de dezembro 2012 até 14 de abril 2013 o museu apresenta a exposição Fashioning fashion: dois séculos de moda européia, 1700-1915.

Apresentada primeiro no Los Angeles County Museum of Art (LACMA) e depois no  Historisches Museum de Berlin, ela revela um conjunto extraordinário de peças que nos mostra a maneira de viver dos séculos XVIII e XIX. Ela revela a evolução dos gostos, o estudo das silhuetas, das formas, dos tecidos e dos acessórios.

Até o dia 24 de fevereiro 2013 ele apresenta também a exposição Os Irmãos Campana, Barroco Rococó.

Considerados como embaixadores do design brasileiro e conhecidos na Europa pelas suas realizações insólitas e iconoclastas.

Para finalizar, visite, até o dia 10 de fevereiro 2013,  a exposição Van Cleef & Arpels. A arte da alta joalharia.

Mais de 400 jóias que revelam as proezas técnicas  e a criatividade desta famosa griffe.

Não deixe de conhecer a livraria e a loja deste museu. Trata-se de uma das melhores livrarias de Paris sobre moda, design, arquitetura, história de Paris e arte.

107 rue de Rivoli – Fechado nas segundas feiras. Aberto das 11h às 18h.

 

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Sapato, uma paixão francesa

Por Rodrigo Lavalle do blog Paris à Porter

Focando mais nos aspectos técnicos, artesanais e sociais e menos na moda, a exposição La Chaussure, une passion française fica até o dia 4 de novembro no Atelier Richelieu. Dividida em várias partes ela tem como principal intuito ser didática.

Logo no início aprendemos sobre o processo e as etapas de fabricação de um sapato. É uma parte bem técnica com textos que podem ser um pouco cansativos para os leigos. O mais interessante são os exemplos dos diversos tipos de sapatos e suas nomenclaturas corretas: desde a ‘rasteirinha’ até a bota de cano alto, passando por escarpins e calçados masculinos. É uma boa chance para se aprender a diferença entre os vários modelos de saltos.

Outra seção bem informativa é a que mostra os sapatos usados pelas diferentes profissões, de cozinheiros e policiais a dançarinas e palhaços. Confesso que fiquei surpreso quando vi os sapatos de palhaço. Eu nunca tinha percebido que eles são sapatos bem específicos para uma profissão bem específica. Da mesma maneira que os sapatos masculinos pretos clássicos fazem parte do uniforme de trabalho dos homens de negócio.

O segundo andar da exposição mostra o lado mais ‘fashion’ da indústria. Dá-se ênfase a alguns modelos como os escarpins pretos e as ballerines e a alguns designers e fabricantes como Roger Vivier. Aqui podemos perceber como a maioria dos modelos femininos ficam datados bem rápido enquanto os modelos masculinos permanecem clássicos.

A exposição termina com a parte mais pop e glamurosa intitulada ‘Le Théatre des Créateurs’ que apresenta criações de famosos sapateiros franceses – Christian Louboutin, Pierre Hardy, Robert Clergie. Ali estão os verdadeiros objetos de desejo.

Várias palestras com profissionais do ramo acontecem todos os dias no local.

La Chaussure, une passion française – Atelier Richelieu 60 rue Richelieu 75002 metrô BourseAberta todos os dias de 10:00 às 20:00 até o dia 04 de novembro. ENTRADA GRATUITA.

Saiba mais sobre o Rodrigo aqui.

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