Exposição em Paris: Louvre apresenta Michelangelo Pistoletto, no Louvre

Até o dia 2 de setembro 2013, o museu do Louvre expõe algumas obras do artista italiano Michelangelo Pistoletto.

Como o castelo de Versailles, o Louvre gosta do confronto entre suas obras e a arte contemporânea.

Michelangelo Pistoletto, no Louvre

A pirâmide do Louvre recebeu uma intervenção do artista

Não podemos dizer que a presença de Pistoletto, neste memorável lugar, seja discreta!  Ela começa com força na principal fachada da pirâmide. Eu não sei qual significado o artista italiano deu à este signo. Com toda certeza você encontrará a explicação no link que fornecemos abaixo. Pensei, no primeiro instante, nas orelhas do Mikey. Provavelmente  o artista terá alguma explicação esotérica.

No hall de entrada, pegue um folheto com a indicação do percurso das intervenções de Pistoletto. Ou baixe o folheto e imprima-o em casa (clique aqui). De todas as maneiras suas obras estão ao lado das principais do Louvre. Obrigatoriamente você as verá.

A primeira se encontra na sala das antiguidades gregas e romanas. Lá, entre as maravilhosas esculturas antigas, temos a Vênus dos Retalhos de Pistoletto.

Michelangelo Pistoletto, no Louvre

Vênus dos retalhos, de Michelangelo Pistoletto

Em seguida, logo após a Victoire de Samothrace, topamos com a série mais interessante do artista. São figuras humanas gravadas em espelhos que provocam uma interatividade divertida entre obra e o público. Estamos todos alí observando a obra do homem que observa as obras que na realidade são um reflexo da parede oposta.

Michelangelo Pistoletto, no Louvre

Michelangelo Pistoletto retrata o público que observa a obra

As pessoas passam e olham a própria imagem em movimento na obra dos “homens em movimento.”

Tiramos fotos dos famosos quadros e tiramos nossas fotos refletidas na obra da “moça tirando fotos dos quadros famosos”.

Michelangelo Pistoletto nasceu em 1933 em Biella na Itália, onde vive e trabalha. Se você quiser saber mais sobre o artista e suas obras, sugiro a leitura do seu site oficial.

www.louvre.fr

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Versailles apresenta Penone

Em 2008 Jeff Koons criou a polêmica com suas obras expostas nos apartamentos reais de Versailles. Em seguida o castelo criou mais uma ao convidar o japonês Takashi Murakami. Ano passado as obras da portuguesa Joana de Vasconcelos foram aceitas sem muitos pontos de interrogações. Eu particularmente gostei muito dos seus sapatos feitos com caçarolas e expostos na maravilhosa Galerie de Glaces de Versailles. Veja aqui.

Este ano, para seu encontro anual com a arte comtemporânea, Versailles convidou o italiano Giuseppe Penone, representante da arte povera.

Versailles e Penone já se conhecem. Alguns anos atrás, durante forte tempestade em 1999, o castelo perdeu algumas árvores e Penone transformou um cedro centenário na escultura acima.

Versailles festeja, em 2013, o artista/jardineiro que criou os seus maravilhosos jardins, Le Nôtre. Como toda a obra de Penone é articulada em torno da natureza, as obras expostas no castelo estarão espalhadas pelos jardins. Suas esculturas, reunião de vegetais e minerais, entrarão em diálogo com seu antepassado.

Exposição de 11 de junho até 31 de outubro 2013. Entrada da exposição incluída no ticket Château ou Passeport.

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Sucesso da exposição Dynamo

A exposição Dynamo no Grand Palais está excelente.

Quando publicamos o artigo sobre a exposição (leia aqui) sabíamos que seria ótima, mas ela superou todas as promessas.

Algumas fotos para você ter uma idéia de um século de movimento e luzes na arte.

Não perca esta exposição e aproveite para conhecer o restaurante Mini Palais do Grand Palais. Leia aqui.

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Exposição Paris Haute Couture

Marc Verhille / Mairie de Paris

Por Rodrigo Lavalle do blog Paris à Porter

Em cartaz no Hôtel de Ville, a exposição ‘Paris Haute Couture’ conta 150 anos de história da alta-costura parisiense. Como diz o texto oficial da mostra, muito mais do que francês, esse métier é particularmente parisiense pois ele reflete o estilo de vida da sociedade rica da época de sua criação (1858).

A primeira parte da exibição é bem didática, uma pena que todo o texto seja em francês. Aqui aprendemos o básico da história da alta-costura com datas e nomes importantes. Aprendemos também algumas regras e requisitos que um estilista precisa seguir para ser considerado ‘de alta-costura’. Essas regras foram reformuladas em 2001 para melhor se adequarem aos tempos modernos e permitir a entrada de novos membros. Atitude mais do que necessária pois desde os anos 70 o número de ‘maisons haute couture’ vinha diminuindo consideravelmente.

Também nessa parte podemos ver fotos do dia-a-dia de trabalho das maisons, croquis originais feitos pelos estilistas e amostras de bordados e plissados intrincadíssimos. O mais interessante aqui é o pequeno resumo das etapas de produção de um vestido, no caso, um Chanel de 2012. Começamos pelo belíssimo croqui desenhado por Karl Lagerfeld, passando pelas amostras de bordados e flores decorativas, pelo modelo-teste feito em toile até chegarmos ao vestido pronto e resplandescente. Conte-se entre uma etapa e outra horas e horas de trabalho…

Marc Verhille / Mairie de Paris

Na segunda parte da exibição vemos as obras em si, ou seja, os vestidos. São pouco mais de 100 peças que mostram não só a evolução da alta-costura, mas também a evolução dos costumes e da estética no último século. As criações vão desde aquelas do primeiro grande ‘couturier’, Charles Frederick Worth, até recentíssimos vestidos da conceitual Maison Martin Margiela e da jovem Bouchra Jarrar, ex-assistente de Nicolas Ghesquière na Balenciaga. Há que se notar, no entanto, a pouca representatividade de marcas não francesas como Giorgio Armani, Versace e, até mesmo, Valentino.

A cenografia dessa segunda parte, apesar de linda – os vestidos ficam expostos em caixas de vidro – deixou o espaço de circulação um pouco apertado. Eu visitei a exposição em um dia de semana à tarde com poucas pessoas presentes e, às vezes, ficava difícil andar. Além disso, achei o ambiente pouco iluminado (talvez para não danificar as roupas) o que tornava impossível ler os textos colados nas caixas de vidro.

Apesar desses detalhes a exposição é magnífica. Admirar esses vestidos ao vivo e ver toda a engenharia por trás de suas construções e a riqueza de seus ornamentos é de tirar o fôlego. E o fato dela ser gratuita a torna ainda mais imperdível!

“Paris Haute Couture”
 – 2 de março a 6 de julho – segunda à sábado de 10h às 19h – Hôtel de Ville – Salle St-Jean – 5 rue Lobau – 75004 Paris – metrô linhas 1 e 11 – estação Hôtel de Ville

Rodrigo Lavalle é Consultor Compras indicado pelo Conexão Paris. Clique aqui para conhecer sua proposta.

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Evento em Paris: Noite Européia dos Museus

A visita de um museu é sempre um momento de prazer. E descobrir um artista ou um lugar, nas horas propícias ao mistério, o prazer é maior ainda.

La Nuit Européenne des Musées, A Noite Européia dos Museus, é um evento muito interessante. Mais de 3.000 museus na Europa, sendo que 1.300 na França, abrem gratuitamente suas portas à partir das 19 ou 20 horas. Para esta ocasião especial eles organizam animações, concertos, leituras e espetáculos de som e luz.

Quando: dia 18 de maio 2013.

Este ano eu sugiro aos leitores as seguintes opções:

. visitar a exposição de Chagall ao som de um concerto de acordeão e clarineta com o Ensemble Calliopée. Horário: 20.30h no Musée du Luxembourg em Paris. Leia mais sobre esta exposição aqui.

. visitar a maravilhosa exposição Keith Haring, The Political Line, no Musee d’Art Moderne de la Ville de Paris. Exposição aberta gratuitamente das 20 às 24h. Leia mais aqui.

. visitar a não menos maravilhosa exposição Dynamo no Grand Palais, aberta gratuitamente das 20h à 1 da manhã. Leia mais aqui.

O programa completo poderá ser consultada, dentro de alguns dias, no site oficial do evento. Clique aqui.

 

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