Conexão Paris agora conta com a colaboração de expert conhecido nos meios dos apreciadores de vinhos. Gerson Lopes possui muitas “casquettes”, como se diz na França. Ele é médico, enólogo, jornalista, blogueiro e, o principal, bon vivant.Este é o primeiro artigo que nos envia.
Fotos: Avenida Champagne em Epernay
Ao percorrer a região do champagne na França, uma dúvida cruel: qual vinícola visitar? Eu sugiro visitar pelo menos quatro: três grandes maisons e uma mais artesanal.
Uma dica imperdível é a visita da Maison Ruinart a mais antiga de todas. Suas centenárias crayères (cavernas subterrâneas), onde repousam verdadeiros tesouros em forma líquida, dão um toque especial à visita. A cidade de Reims possui 110 crayères e, destas, 24 pertencem à Ruinart. Durante a visita percorremos três delas com sucessivamente, 20, 34 e 40 metros de profundidade. Diz a lenda que Victor Hugo ao caminhar por estas cavernas teve a inspiração para escrever o Corcunda de Notre Dame.
Para um champagne excepcional, flutes mais largas
Não economizem e escolham a visita mais cara, cerca de 40 euros. A recompensa virá no final, na hora da degustação. São servidos dois excepcionais champagnes, ambos millésimes (safrados): um blanc des blancs – ou seja, feito somente com a uva branca Chardonnay- e outro rosé com um corte não muito usual, 83% da Chardonnay e 17% da uva tinta Pinot Noir. Ambos da extraordinária safra de 1996, sendo o primeiro um champagne de aperitivo e o segundo, mais poderoso e estruturado, uma boa escolta para um canard à l’orange. Irresistível!
As visita são feitas com hora marcada, por email, através do site da Ruinart. Cliquem aqui. As caves estão fechadas nos fins de semana. As visitas são marcadas somente de segunda à sexta.
Champagne Ruinart – 4 rue des Crayères – Reims – tel.: 0 326 77 51 51.
Para aqueles que estão se iniciando no mundo do champagne, uma dica é visitar a Mercier em Épernay. Mercier faz parte do grupo que detém Moët Chandon, Louis Vuitton, Kenzo, Dior, Séphora. Esta Maison foi fundada em 1858 por um jovem idealista, Eugéne Mercier, que teve a preocupação em fazer um champagne acessível aos menos abastados. A cave é composta por 47 galerias espalhadas por 18 km e o acesso é feito por surpreendente elevador panorâmico. O passeio subterrâneo é feito em trenzinho. As cavernas escondem garrafas de vinhos e esculturas maravilhosas.
As visitas estão abertas todos os dias, de 25 de março até 15 de novembro, sem reservas, das 9.30h às 11.00h e das 14.00h às 16.00h. As caves estão fechadas nas terças e quartas feiras à partir de 18 de fevereiro até 24 de março e de 16 de novembro até 13 de dezembro. Elas estão totalmente fechadas do dia 14 de dezembro até 17 de fevereiro. A visita/degustação de um champagne custa 9 euros e de três champagnes 17 euros. Visitas gratuitas para menores de 10 anos.
Champagne Mercier – 68 – 70 avenue de Champagne – Epernay.
Após o requinte das grandes marcas, vale a pena visitar uma pequena vinícola familiar. As opções são muitas. Em Verzy, uma cidadezinha aconchegante, se encontra um pequeno produtor chamado Champagne Etienne Lefevre. Etienne tem um vinhedo dentro da appelation Grand Cru e produz 70.000 garrafas/ano. Seu champagne Réserve Carte d’Or Grand Cru é bem interessante, de boa relação preço-prazer.
Cliquem aqui para terem acesso ao site de Champagne Etienne Lefevre.
Vocês podem visitar Reims com as empresas de traslado que o Conexão Paris indica: cliquem aqui. Podem também ir por conta própria de trem TGV. A viagem dura menos de uma hora. Cliquem aqui para lerem o artigo onde encontrarão as dicas.
Gerson Lopes – editor do site Vinho & Sexualidade. Clique aqui e cadastre para receber a newsletter mensal com dicas sobre temas cujo compromisso é com o seu prazer.






Ano passado estive em Reims, mas só consegui visitar uma Cave a Taitinger. Anseio voltar. Ótimo post.
Não conseguimos conhecer Reims em 2010 por causa da greve do transporte público, mas estávamos com visitas agendadas na Veuve Clicquot e na Pommery. Interessante: na Pommery era possível agendar visitas em português. Troquei e-mails com a Rita, uma portuguesa muito simpática que é guia da Maison Pommery . Não sei se ela ainda está por lá, mas fica aí a dica. Ótimo post, deu vontade de planejar uma nova viagem!
Ótimo post, amei!!!!! Estou com visitas agendadas à RUINART e VEUVE-CLIQUOT para 3 de JUNHO e Graças às SUPER DICAS do CP. Lina, mais uma vez obrigada por estes posts cheios de coisas boas para começarmos a semana! bjos,
Otimo Post!
faz um tempo que tenho acompanhado seu blog pq estou indo para frança agora em maio, estarei em Reims entre 15 e 17 de maio, alem das caves (estou pensando em ir às q vc indicou em posts anteiores) e da Catedral quais são as outras atrações da região?
Giverny tbm esta no meu roteiro e quase fiquei louca qnd vi as fotos do outro post!!!
Muito obrigada!
Daniela
Que delícia !
Estivemos em Reims em abril passado e marcamos um tour Grande Dame na Veuve, Pommery e havíamos marcado na Moet Chandon.
Ainda bem que conhecemos um taxista português que nos indicou uma casa menor, a Mailly, e foi a melhor parte do passeio.
Acabamos não indo na Moet.
O nosso “tour” foi particular e em português (a esposa do taxista trabalha na Mailly e sabe tudo do assunto)
O que mais gostamos foi da Mailly.
É lógico que o tour Grande Dame da Veuve não ficou atrás. Neste tour a degustação é com a La Grande Dame.
Não gostei do tour da Pommery. Era um grupo quase encostado no outro e uma guia fazia eco para a outra. Eu não recomendaria.
Ah! Compramos estas flutes mais largas.
Cláudia, uma dúvida: você fez a reserva da Mailly por email também? Reservei a Grande Dame também e a Runart, mas confesso que depois do seu comentário acima fiquei morrendo de vontade de ir na Mailly! Bjos e obrigada!
já me sinto lá!
Daniela
Visite também Epernay. A catedral de Reims é maravilhosa. Inesquecível.
Lina, as dicas estão ótimas!
Essa região é linda. Acho que vale a pena alugar um carro para percorrer as estradinhas.
Eu gostei muito de ficar hospedada na casa que foi do Eugene Mercier. É uma pousada de charme com muito conforto e ao lado da cave Mercier. Ela fica meio fora do circuito, mas a cave Mercier é muito bem preparada para visitas. Tem elevador para descer nos subterraneos e tem trenzinho para visitar os diversos estagios da bebida. É uma ótima opção para quem tem dificuldades de locomoção.
Lina,
Que delícia de post!
O Gérson Lopes é muito reconhecido aqui em BH não apenas como médico, mas como enólogo também. E tem um blog bem legal. Essas explicações dele está fantásticas! Salvo engano meu, ele anda fazendo viagens pelo interior da França, com grupos que vão exclusivamente para conhexcer e curtir os roteiros do vinho.
Estive em Reims e Épernay em junho do ano passado, com minha mãe – decidimos ir depois de ler os posts anteriores sobre o tema, aqui no CP. Foi um passeio delicioso, que eu também o recomendo a todos. Visitamos uma produtora menor (Lebouef? Acho que é esse o nome), onde o grupo foi gentilmente recebido pela filha do dono, que deu ótimas explicações, com direito a um brinde no final. Antes, fomos até o túmulo de Dom Pérignon, que está numa igreja – rezei em agradecimento á descoberta de tão maravilhosa bebida, que nos encanta e apaixona até hoje! Visitamos também, em Reims, a Catedral de Notre Dame, maravilhosa, e de grande importância histórica, pois foi lá que foram coroados os reis da França.
Depois, fizemos visita guiada à Moët&Chandon, e tivemos a sorte de ter uma guia portuguesa, muito simpática, que deu excelentes explicações.
O único porém, infelizmente, foi o comportamento de um casal de brasileiros, já de meia-idade, que pediu à guia para ganhar as taças da Moët de lembrança; a guia falou que não seria possível, e eles responderam que levariam mesmo assim; a guia, delicadamente, disse que era para eles, então, fazerem o que achassem melhor; e, quem diria, os dois surrupiaram duas taças, após a degustação, na maior cara-de-pau – a senhora colocou uma taça debaixo/dentro do casaco e o senhor colocou dentro de uma mochila que levava. E estavam acompanhados de um filho e da nora (ou da filha e genro, não me lembro mais)! Fiquei com tanta, mas tanta “vergonha alheia” de ver dois brasileiros fazendo uma coisa dessas, que até acelerei o passo para me distanciar deles. Coisa mais deplorável, não?! ?
Em Épernay almoçamos muito bem, num restaurante simples mas de comida deliciosa, que tomo a liberdade de recomendar: La Cave à Champagne – 16, rue Léon Gambetta – phone 3 26 55 50 70. Essa rua é uma das que dá na Place de La Republique, bem no centro da cidade.
E, para aqueles que forem, não se esqueçam de levar agasalho, mesmo que esteja um calor de rachar, pq nas caves sempre a temperatura é sempre bem fria.
Oi Flavia,
Eu não marquei antes e nem sabia da existência da Mailly.
Assim como esta, há dezenas por lá.
Fomos através do taxista( Toni de Bezannes)
teL 06 16 34 5973
E-mail: taxi.demaillychampagne@wanadoo.fr
Boa sorte!
Se for, volte aqui para contar.
Cláudia, obrigada pela dica do Toni! ANOTADA! Assim que voltar contarei para vocês minha experiência neste post! bjos e obrigada!
Cristiane
Engraçada essa história das taças…tem sempre alguém querendo um pouco mais…imagino o clima…
Adorei o post do Gerson e já mudei meu objeto de desejo relativo as caves…rsrsrsrsrsrs. Vou nas indicações dele!
O comentário da Cláudia sobre Mailly tb me instigou e gostaria de saber o que exatamente vc fez no táxi do Tony e quanto custou.
Parabéns Lina, mais uma vez o CP fazendo boas parcerias e encantando seus seguidores.
Bjks
Celeste
Oi Celeste
Fomos para Reims antes da nossa viagem à Provence.
Para falar a verdade, foi um “encaixe”, já que o meu marido e eu haviamos lido o livro “A Viúva Clicquot” de Tilar J Mazzco (só para adiantar, achei o livro meio repetitivo) e adoramos champanhe!
Nós não alugamos carro em Reims.
Pegamos um trem do aeroporto direto para Reims.
As distâncias em Reims não são curtas.
Eu sai do Brasil com tour marcado na Veuve, Pommery e Moet Chandon.
Chegamos em Reims e tivemos que pegar um táxi para o hotel. Foi assim que conhecemos o Toni taxista.
Porém, antes de eu ir, a minha filha já havia recomendado ir numa cave menor. Ela foi numa mais simples ainda, porém não lembrava o nome.
Quando o Toni sugeriu que fossemos numa pequena, deu o click, resolvemos não ir a Epernay (Moet Chandon) e sair com ele.
Adoramos! (custou uns 75 euros tudo – ida, visita e mais algumas paradas no caminho- moinho da Mumm famoso, etc…)
Lógico, que se você estiver de carro você poderá fazer tudo sózinha.Nós resolvemos não alugar carro em Reims devido ao pouco tempo que ficaríamos por lá.
Eu recomendo. Adorei ter ido a Reims e conhecido a Mailly e a Viúva.
Ah! Jantamos num restaurante bem bom, frequentado por locais, mas não estou achando o meu Mole com os cartões. Assim que encontrar postarei aqui. Aproveite!!
Celeste
Vcnão aproveitou paraconhecer a catedral de Reims?
Para mim é uma das catedrais mais lindas da França.
E muito mais bonita do que a Notre Dame de Paris, uma verdadeira pérola do período gótico!
Abs,
Oi
Estou em Reims, sequi as dicas que vc me deu acima e fui na cateral, que eh linda, e ta fazzendo 800 anos. esta tendo espetaculo de luzes la toda noite. vou hj mais tarde pra v, r, dizem q eh bem bonito.
Eu e meu marido n somos muito entendidos de champagne. estamos mais para curiosos, fizemos os passeios na Pommery, foi legal, e eu quis conhecer a casa da Demoisele, que fica em frente, toda art nouveu, uma loucura de tao linda, tbm tem degustaçao la.
A casa eh legal, mas so haviam visitas em frances e eu so entendo o muito basico, mas fomos mesmo assim pq meu marido funciona muito bem como interprete, so que a guia, percebendo nosso processo decidiu fazer o tour em ingles, pq so estavamos so nos mesmo, e assim o passeio fluiu muito bem, para os conhecedores e curiosos de arquitetura recomendo este passeio.
Mas oq eu mais gostei mesmo foi da Mercier, em eperney, simples mente pq eles sao muuuuito didaticos e explicam tudo, alem do que o audio guia deles tem portugues, oq ajuda muito, pq certos termos sao tecnicos e eh dificil entender numa lingua q a gente n domina!
Vale um comentario!!!Na pomery o somelier q serviu a gente falava portugues tbm, esplicou tudo sobre as bebidas em portugues para que pudessemos escolher oq beber, embora a casa n ofereça serviços em portugues, começamos falando c ele em françes, mas qnd eles soube que eramos brasileiros quis treinar o seu portugues meia boca, aprendido em alguns meses de portugal, foi muito fofo tbm.
O fato eh que pegamos muita gente simpatica por aqui!
Bjs
Daniela
Está vendo, os franceses sabem ser simpáticos e atenciosos. Que bom que você está gostando. Aproveite bem.
[...] as caves da Veuve Cliquot ou da Moet Chandon em um bate e volta à partir de Paris. Leia artigos aqui e [...]
Olá,
Estou planejando ir a Ruinart em Agosto e gostaria de saber caso eu vá de trem, se a locomoçao pela regiao é fácil por ali, ou se fica distante para passear por ali á pé? O que fica mais fácil? Trem ou alugar um carro?
Obrigada…Ana
Como faço a reserva para a Maison Ruinart?
Teriam o e-mail da maison?
Grata,
Fabiane
Fabiane, através desse email vc consegue falar com eles: visites-receptions@ruinart.com
Att,
Ana
olá,
planejo ir à frança em janeiro, que é quando poderei tirar férias, mas vi que as caves da Mercier, por exemplo, estarão fechadas neste período.
vale a pena ir até lá no inverno europeu?
abraço e obrigada pelas dicas,
ana
Ana
Várias outras ficam abertas.
Vale a pena visitar as caves em qualquer estação.
Oi, este site é excelente, parabens pela qualidade das informações em todos os temas.
Eu tenho uma duvida sobre as visitas, qual a melhor maneira de ir de reims para epernay? vou ter apenas um dia na região e gostaria de conhecer uma vinicola pela manhã em uma cidade e uma a tarde na outra.
Obrigado!!
Renato
Você vai de trem de Reims para Epernay. Rapidinho. Pode visitar as duas no mesmo dia. O trecho é feito em meia hora.
http://www.voyages-sncf.com/billet-train/horaires/resultats?rfrr=undefined_body_cliquer%20ici&hid=5CQ
Acabei de voltar de Paris, e tentei comprar os tickets para Reims de trem no mesmo dia como sugerido, porém não tinha mais bilhetes para aquele dia, foi num sábado, entao deixo aqui a minha dica para quem for nessa epoca de alta temporada pelo menos, é aconselhavel comprar antes sim os bilhetes do trem…nao fiquei tanto no prejuizo pois entrei em contato com a Ruinart e eles vao me reembolsar o valor que eu ja havia pago para a visita…
Ana
Sinto muito o ocorrido. É raro não ter passagem na hora. Isto aconteceu porque era sábado e férias de verão.
Obrigada pelo aviso.
Eles tem uma guia brasileira, a Helga, maravilhosa! Super recomendo a visita guiada!
Oi ! Parabens pelo blog ,e muito bom e útil .Vou visitar Reims e Eperney no proximo mês e gostaria de saber se vale a pena comprar champanhe nas caves.Vou a Pomery ,Moet chandon,e Veuve cliquot.
Compro lá ou no free shopping?
Aguardo resposta.
Vanusa
Vanusa
Não sei onde será mais barato. Mas não vai ser confortável ficar carregando garrafas. Compre no free.