Proibido tirar fotos?

Foto: Mario no Orsay. Enviada por Carolina.

O Louvre tentou proibir tirar fotos e desistiu. Somente o flash é proibido.

O Orsay proibe ainda qualquer foto dentro do museu.

O que diz a lei? É proibido fotografar obras que ainda não cairam no domínio público. Por exemplo, os quadros de Basquiat não podem ser fotografados. Mas Monet, Leonardo Da Vinci, Raphael fazem parte do domínio público e podem ser fotografados.

Neste caso porque Orsay proibe? A direção informa que tirar fotos perturba o bom andamento da visita. Ou que os turistas não respeitam a proibição do flash.

Alguns dizem que a explicação real é financeira. O museu quer vender suas fotos e cartões postais.

Daqui para a frente,  se for abordado por um agente da segurança quando estiver fotografanco, você  já tem o argumento pronto para sua defesa.

Via Rue 89.

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79 pitacos, participe desta conversa

  1. P. Herdy disse:

    A explicação neste artigo:
    http://www.astraliza.com/principal/index.php/anoticia/45/219
    Então quem implica com os seguranças de museus agora já sabe o porquê da atenção. Não pense que é para poder vender os postais da lojinha local. Os museus que permitem, não é porque tem uma política boazinha, mas provavelmente porque suas obras expostas não necessitam de tais cuidados. Uma boa máquina fotográfica, só precisa de estabilidade nas mão na hora de tirar a foto do objeto, se tiver uma pessoa ou um grupo no contexto, basta todo mundo ficar estático.

  2. ricardo disse:

    Uau! então vou guardar como raridade as belas fotos que tirei neste museu. em outubro de 2008 era totalmente livre (sem flash, é claro). volto em maio a paris e ao Orsay.

  3. sergio murilo disse:

    nao da para acreditar que a proibicao seja financeira. as vezes o turista esquece na desguilar o flash. mas essa proibicao é inutil.
    No vaticano na sala dos papas é proibido fotos e filmagens. e as canetas e relogios filmadoras???? tinha que proibidir padres pedofilos, escandalos, e outras crueldades cometidas, que cometem e que cometerao.

  4. LIANA disse:

    isac rsrs me avisa qual o dia da tua viagem pq farei tudo para encontrar vc rsrsrs pq depois copio suas fotos.ou menino valente!!!!vc ja ouviu falar na policia judiciária francesa?

    esse assunto ainda vai render muito

  5. Beth disse:

    Suely
    Mas que sorte vcs tiveram, pegar o museu vazio.
    Eu acho o Carnavalet adorável, especialmente os jardins.
    Consta que nessa visita tipo exclusiva que eles organizaram os guias contam até estorinhas da época da Mme de Sévingné…
    Essa dos cabelos da Madame foi ótima!
    Abs.

  6. Suely disse:

    Beth
    Há 2 anos atrás quando estive no museu Carnavalet,estávamos práticamente só eu e minha filha,o guardinha de uma sala até nos chamou e nos mostrou os cabelos da Mme de Sevigné,rsrss…Tiramos muitas fotos e adoramos a visita.
    E por falar em turistas mal educados,precisavam ver o bando de turistas franceses que estavam embarcando em Buenos Aires com destino ao Brasil,empurravam todo mundo pela frente,em todos os lugares há gente educada ou mal educada.

  7. Monica Amadeo Lamonato disse:

    Nossa me deliciei lendos esses posts e lógico corri no meu pc rever as fotos que fizemos em 2009 no Louvre e no Orsay, qta saudade…
    Lendo cada post cheguei a conclusão de que fizemos a melhor coisa em acordar cedinho todos os dias para as visitas, na maioria fomos os primeiros a entrar…que delicia, tinhamos o museo praticamente só pra nós, eassim pudemos fotografar td com tranquilidade e educação,hehhehehe.
    Ja na Capela Sistina não tive coragem, fiquei morrendo de medo daqules seguranças italianos mal humorados…apesar de ser brasileira, detesto barraco.
    Nesse ano na Austria fiquei triste por não poder fotografar as pratarias maravilhosas…espero que minha memória as guarde para sempre…

    Hj após minha segunda viagem internacional, estou chegando a conclusão que nós brasileiros é que nos depreciamos, turistas mal educados existem independente da nacionalidade.Não vi turista mas mal educado que o alemão, não respeita ninguem, filas principalmente, parece que só existe ele no mundo,credo…

  8. Sonia GV disse:

    Que discussão deliciosa! Muitos depoimentos interessantes!

    Aproveitando, já que pretendo assistir a alguma partida de tenis em Roland Garros em maio próximo, e como lá também é lugar de silêncio e, imagino, sem fotos, pergunto se alguém sabe me dizer como comprar ingressos para o mesmo dia, mesmo que não seja na quadra central.
    Não quero comprar antecipadamente porque, em caso de chuva, pode atrapalhar toda a programação posterior da minha viagem. Nem precisa ser para um dia inteiro. É só pra contentar meu marido rsrsrsrs; ele diz que os únicos lugares que ele escolhe para ir é Roland Garros e o Musée de l’Air et de l’Espace. Os outros podem ser onde eu quiser, que ele curtirá bastante.

  9. Sueli OVB disse:

    Algusn museus, se não me engano o Marmottan Monet é um deles, simplesmente recolhem a máquina à entrada.
    E em NENHUM museu de Portugal é permitido fotografar.

  10. ISAAC disse:

    Beth,
    Concordo muito com você.

    A questão é que o assunto deixou de ser sobre a “proibição ou não de fotografar nos museus” para “o que é ser ou não educado”.

    Neste ponto respeito, mas discordo, de muitos comentários aqui.
    Não vamos falar, por motivos obvios, dos excessos. Mas, definitivamente não vou:
    - Ficar mudo nos trens, metros e ônibus porque é assim que os franceses o fazem;
    - Não quero ser confundido com um habitante de Paris, porque eu não o sou;

    O que eu quero com a minha visita a Paris é vê-la com os meus olhos. Com deslumbramento, quando houver motivo;
    Com a estranheza típica ao “desconhecido”;
    Com o apego bobo a todas as formas de lembrança, seja por fotos, souvenirs ou experiências.
    Com uma alegria absurda e “carnavalesca” de quem realiza um sonho;

    Abç

  11. Beth disse:

    Isaac
    Brasileiro mal educado é sempre um problema, tanto faz se no Brasil ou no exterior…

  12. ISAAC disse:

    Liana,

    Respondendo a sua pergunta: tenho 32 anos.

    Quanto ao meu comentário anterior, é ironicamente exagerado.

    Vou sim tirar fotos de tudo o que eu quiser, mas sem os “barracos”, pelo simples fato de que tornam tudo desagradável.

    Agora, pegando outro caminho. Acho que pior que brasileiro mau educado no exterior é o brasileiro que se acha “um local”. Li outro dia EM OUTRO famoso blog de uma brasileira que a contagotas sempre dispara uma frase desagradável sobre brasileiros. Parei de ler o blog porque acho isso o fim…literalmente. “Caboclim” faz parte do esquema “brasileiro”, passa as vezes a infância, adolescencia, tem família por aqui…e enfim muda-se para outro país, dái “morfa que nem um pokemon” e começa a criticar tudo o que ele fazia por aqui.

    Como disse: é o fim!
    Nada consegue ser mais “brasileiro” que fingir que não é brasileiro.

    • conexaoparis disse:

      Isaac
      Entendo e sei do que está falando.
      Esta posição destruidora e altiva em relação qualquer cultura é desagradável.
      Felizes buscam as qualidades.

  13. Jose Mauricio disse:

    Marina: Concordo em parte com você. Muita gente se transforma quando está viajando. Quando eu vejo um grupo de brasileiros fazendo algazarra, passo a falar em francês(macarrônico) com a minha mulher, para disfarçar…Quanto ao barulho no metrô, não são só os turistas que o produzem. No trem para Versailles, na ida entrou um senhorzinho tocando acordeon e na volta um sujeito cantando em inglês(!!!), munido de um microfone e um amplificador portátil. No metrô vi um roqueiro ensandecido com sua guitarra+amplificador entrar no meu vagão. Na primeira estação desci e embarquei em outro vagão. A gente vai aprendendo. Aqui nos metrôs tupiniquins, viaja-se geralmente em silêncio, sem “couvert artístico”.

  14. Beth disse:

    Lina
    Nada como fazer o curso de História da Arte do Louvre e poder passear por lá fora do expediente…
    Vc fez o seu curso na época do Germain Bazin?
    Abs.

  15. Marina disse:

    Hoje, por coincidência, um amigo compartilhou este link a respeito do tema:

    http://books.boxnet.com.br/books/visualizacao_clipping_new.aspx?ID_TEMPLATE=&ID_CLIPPING=15787631&ID_BOOK=152233&ORDEM=23&QTDE_CLIPPINGS=152&NM_ARQUIVO=0&ID_MESA=

    Sobre tirar ou não tirar foto, gostei do exemplo do Maracanã em silêncio… e me lembrei que aqui em Paris, mesmos nos trens e metrôs lotados, os únicos que fazem barulho são os turistas.

    E eu, pessoalmente, confesso que morro de vergonha quando vejo brasileiro desrespeitando qualquer tipo de regra no exterior. Este tipo de atitude, na minha humilde opinião, demonstra um lado do malandro esperto que só denigre a imagem dos brasileiros no exterior.

    O turista volta pra casa. Imigrantes, como eu, ficam aqui para pagar a conta e explicar que tem gente com cultura e bem educada no Brasil tb.

  16. Jose Mauricio disse:

    Esse assunto ainda vai render muito… Acho que isso é igual a quando a gente está dirigindo: Quem está na nossa frente é uma lesma lerda, quem nos ultrapassa é um maluco…Ou seja, quando fotografamos, não queremos ninguém na nossa frente, mas também estamos na frente de alguém atrapalhando a visão. Desisto!!! É mais um daqueles dilemas sem solução.

  17. LIANA disse:

    eu sabia que esse assunto ia render, pq em questão de falta de educação nunca pensamos igual…
    ISAC RSRSR menino quantos anos vc tem?olha, lhe assguro que a policia de Paris é mais brava dq o CAVEIRÃO

  18. Mariana disse:

    um dos motivos que gostei bem mais de visitar o Musée d’Orsay que o Louvre foi por não poder tirar fotos. Acho muuuuito chato turista tirando foto de tudo nos museus, atrapalha demais a visita… sou a favor da proibição e acho que deveria ser assim em todos os museus do mundo =P
    sim, sou chata.

  19. Eunice disse:

    Bah, vou cuidar direitinho da minha coleção de fotos do Musée d’Orsay, pois não próxima vez não vai haver “photos”.
    Concordo que aquela profusão de turistas fotografando tudo atrapalha, mas é impossível resistir a uma fotinho do térreo e do relógio… e de quebra, das esculturas.
    Se sentir saudade de ver algum quadro, tem tudo na internet, mas o prédio é lindo e merece uma recordação.
    À propos: tirei uma fotinho da Capela Sistina! Com todos aqueles orientais fotografando, é claro que não resisti…

  20. Flavia Rocha disse:

    Particularmente não sou fã de fotografar obras de arte em si. Usando flash nem pensar!
    Mas, fico fascinada com o predio, a arquitetura do lugar. E fico muito frustrada quando não posso fotografar o interior. Por que gosto de mostrar aos amigos o quanto aquele predio é bonito e interessante. Que vale a pena a visita não só pelo o q tem dentro dele quanto pelo predio em si.

  21. Aline Aguiar disse:

    Achei engraçado o fato de que o Orsay foi o museu onde eu mais fiz cliques… foram mais de 200…

  22. Mauricio disse:

    Tudo é uma questão de educação…
    Vi os japoneses, chineses e brasileiros tirando fotos, onde não era permitido.
    O melhor é não usar o flash, pois ele danifica a obra de arte. A tinta do quadro sofre com o uso do flash.

  23. Enaldo Soares disse:

    Eu penso que muitas pessoas que tiram fotos, com ou sem flash, irão descarregá-las no pc e nunca mais irão vê-las. É um hábito mimetista e que tem raízes antropológicas. Já vi pessoas no trenzinho de Tiradentes ficarem em pé no meio do vagão alardeando a outros sobre sua potente câmera. É também a mania de que para usufruir de algo é necessário consumi-lo. Eu nem vou levar câmera para museu nenhum. Prefiro comprar um livro específico, com uma foto realmente de qualidade, se for o caso de gostar demais de algum pintor. Se está proibido é porque tem motivo. Isto pode ser tão irritante quanto celulares em restaurantes e salas de aula. Mas é só uma opinião. Não estou recriminando ninguém, rs….

  24. Carol disse:

    Acabei de voltar de lá e realmente vi os avisos, mas tirei fotos sem flash e não fui abordada por ninguém, nem mesmo os segruranças que me viram tirar as fotos!!!!! Importante acho que é não estar com o flash ligado!!!
    No Louvre não vi tais avisos, mas observei que a maioria não tirava fotos com flash e tb nos usei tal recurso, que é totalmente viável com máquinas de qualidade sem que se perca a qualidade dessas fotos!
    Em Versalhes tb não era proibido nada!!!

  25. Miriane disse:

    Lina: muito boa essa discussão porque estamos falando dos direitos dos turistas e dos direitos dos administradores dos museus. Então, todo mundo quer defender o seu direito…

    O problema maior, no meu ponto de vista, é a falta de bom-senso da grande maioria dos turistas. Tá, tudo bem que você quer levar aquela recordação do seu momento, para a sua casa… mas usando o flash você deteriora as obras e, com isso, impede que outras pessoas -turistas- exerçam o mesmo direito que você!

    Infelizmente, colocar a placa de “sem flash” e esperar que as pessoas cumpram é… ingênuo. O ser está lá, todo feliz em sua viagem, num momento relax, com a câmera na mão (porque, “sem flash pode”), querendo registrar tudo e… quando você vai ver, puf! A foto sai com flash. E sai mesmo. Porque fica mais bonita. Porque fica mais nítida. Porque é mais rápida de fazer (e às vezes, tem uma fila de gente atrás de você querendo fazer a mesma foto, então, você tem que andar!!!!).

    Ficou mais fácil proibir tudo do que só o flash (porque as pessoas não respeitavam)… E, ainda hoje, alguns espertinhos, tiram fotos rápidas e discretas com celulares. Gente: o objetivo da regra não é fazer com que os seguranças trabalhem, mas proteger as obras. Então, por amor, se está escrito “não fotografe”, faça sua parte de pessoa consciente e respeitosa com o resto do mundo e não fotografe!

    Mirys

  26. Beth Lima disse:

    A proibição no D’Orsay deve ser recente pois meu marido esteve lá há dois anos e não havia essa orientação. Fomos em Setembro de 2010 e não pudemos entrar com a máquina, que ficou guardada no bagageiro, mas nos deparamos com muitas pessoas fotografando sem problemas. Não vi nenhum funcionário do museu abordadndo os fotógrafos. Me pareceu que fingiam não ver. Aí é injusto. No entanto, a visita fica muito mais interessante sem fotos porque temos mais tempo de admirar as obras, sem a preocupação de pegar o melhor ângulo.
    Fiquei imaginando a que horas se pode ver a Monalisa de perto! É uma multidão que se espreme pra tirar fotos, que ficamos a muitos metros da obra.

  27. ISAAC disse:

    Oi Mônica,

    É simples: os franceses fazem os melhores queijos do mundo, os melhores perfumes do mundo e o único champagne do mundo.
    Nós brasileiros, os melhores “barracos”. Rs…rs…rs.

    Tá pra nascer o francês que vai me tirar a máquina fotográfica da mão. Como dizemos por aqui, “não quero nem saber quem foi que pintou a zebra, eu quero é o resto da tinta”.

    Rs…

  28. Beth disse:

    Madá
    Nada como poder contemplar uma obra de arte na sua plenitude…
    Ao longo da vida tive grandes momentos de puro êxtase ao poder finalmente simplesmente parar e quase sem respiração usufluir daquele momento sublime. Da Nefertite a Van Eyck, que viagem maravilhosa. Sem falar na Anunciação de da Vinci, tão pequenininha e ao mesmo tempo tão fascinante. Eu sou daquelas que gosto de ver o tamanho de cada quadro…E as cores! Para mim, a Mona Lisa é verde…
    Bjs.

  29. Madá disse:

    Também faço parte do grupo que não quer interromper a contemplação para tirar fotos em museus. Gosto muito das fotos e reportagens da revista Connaissance des Arts, sempre à venda nas lojinhas de museus e exposições. Encomendo pela Amazon os catálogos das exposições para não carregar peso.
    Porém, respeito quem queira tirar fotos, com arte, sem atrapalhar os demais. Às vezes, a emoção é tanta que se quer materializar de alguma forma e como tem gente com talento para fotografia!
    Também concordo com Tatyana e Isaac, eu prefiro não ter ingresso disponível do que pagar e não conseguir contemplar. Embora goste de catálogos, eles não se aproximam nem de longe da emoção que uma tela “ao vivo” pode provocar. Como diz a Lina, sem nada entre vc e a obra.

  30. Tatyana Mabel disse:

    José Maurício,
    Vc fez a brincadeira e eu entrei nela com a sugestão do Wikis. (risos). Concordo em td do seu último comentário. Tb fui aluna de colégio de freiras e, talvez pela aprendizagem de tanta disciplina, tb tenho certa queda/admiração pelos transgressores.

  31. Beth disse:

    Tatyana
    “Mas” ou se as pessoas insistem em ir aos museus eu acho ótimo, risos.
    Ruim é ser empurrada ou levar cotoveladas dos fotógrafos mais afoitos…
    Por falar nisso, eu li (Le Figaro) que o Museu Carnavalet está abrindo uma espécie de visitação especial: grupos de 10 pessoas, com direito a guia bilíngue e drinks, fora do horário comercial. A visita dura duas horas e o preço é bem salgado… Essa modalidade de visitas já foi aplicada em alguns castelos da Sicilia para angariar fundos para restaurações, etc.
    Abs.

  32. Beatriz C disse:

    Fico com a turma que opta por não fotografar em museu.
    Museu convida mais à contemplação que à ação.
    E depois, não estamos no Museu da Carmen Miranda…rs rs rs O mundo inteiro vai à Paris! Já pensaram se todo mundo resolve fotografar?
    Sair pelo Marais procurando posters, reproduções… também é um programa agradável. Se não quiser enfrentar a lojinha do museu porque estará cansado(a) da visita. Se bem que lojinha de museu também é uma curtição!
    Aproveito a oportunidade pra perguntar a quem puder me responder – sobre indicação de loja de posters. No século passado (rs rs rs) comprava no bd St Germain, mas a loja não existe mais. Ano passado comprei uns posters acho que no Bd Sebastopol, mas não tomei nota do endereço, para repetir a experiência ou indicar a amigos…Abs.

  33. jose mauricio disse:

    Tatyana Mabel: Falando sério: Na verdade sou um bom menino em museus. Se pode fotografar, fotografo. Se não pode usar flash, não uso. Tenho verdadeiro horror de ser chamado à atenção pela segurança do local. Acho que é a culpa adquirida em anos de colégio de padres. Mas tenho uma certa admiração pelos colegas transgressores… É claro que as reproduções vendidas na loja do museu serão sempre melhores que nossas fotos, pois são obtidas em condições ideais de iluminação, etc, mas não têm metade da graça.

  34. Tatyana Mabel disse:

    Lina,
    A garotada nos ensinará outros modos de ver e ‘dizer’ mundo. Não sei se pior ou melhor,… sinal dos tempos.

    Beth,
    Quase concordo com vc. Mas faria um pequeno ajuste na sua frase: “os museus empilham pessoas E as pessoas insistem em ir aos museus”. (risos).

    Rosália Velloso,
    Péssima experiência a que nos relata. Especialmente, porque sabemos que os museus tem total controle da quantidade de bilhetes vendidos. Será mesmo que as saídas de segurança funcionariam nessas situações?

    José Maurício,
    Tenho outra sugestão para o destino do seu arquivo secreto: envie ao Wikileaks. Seria um modo ‘transparente’ de denunciar ao mundo as falhas da inteliência francesa (mencionando o termo de Mônica). risos. Além de render muitos mais créditos do que as vendendo avulso.

  35. MônicaSA disse:

    Isaac,

    Quando você voltar, passa para a gente as dicas de como burlar a “intelîgência” francesa.

  36. jose mauricio disse:

    Estou vendendo fotos “proibidas” do Louvre, Orsay, e Rodin, sem flash!!!
    Na minha mão é mais barato!!! Tenho Venus de Millo, Vitória da Samotrácia, Eros e Psiquê, O Pensador. A cores e em preto e branco!!!
    Por uma modesta taxa, coloco braços na Vênus e cabeça na Vitória…

  37. Rosalia Velloso disse:

    Gente,
    Falando em museu “empilhar” pessoas, me lembrei da minha frustração com a visita à exposição do Monet no Grand Palais, em janeiro. Sabedora da experiência negativa da Lúcia C. e seguindo dica de alguém aqui no CP, comprei meu ingresso pela net para o último horário. Fila, praticamente não havia, mas, lá dentro… nem imaginam. Não conseguimos sequer chegar perto ou ter ao menos alguma visão das obras, tamanha a multidão que se acotovelava não só junto a elas, mas por todo os salões. Voltar, como a amiga da Lúcia C. fez, era impossível. Percorri o roteiro completo pelo meio, sem ver uma só tela, até, ufa!, conseguir chegar ao final, onde esperei por meu marido, filho e nora, que também saíram indignados.
    Horrível a experiência, somente sanada depois, quando minha nora me mandou de presente o catálogo da exposição, belíssimo livro, e pude
    apreciar as obras sem concorrência alguma. Conclusão: eu não precisava ter ido lá pra isso.
    Agora, são muito ingênuas as pessoas que promovem uma exposição como essa sem prever o sucesso que faria, ou os interesses são outros, “aqueles” mesmos?

  38. Beth disse:

    Tatyana
    Não é o museu que “empilha” pessoas lá dentro, mas sim as pessoas que insistem em ir ao museu, risos.
    Solução?
    Só vejo duas: ou o museu abre as portas 24 horas por dia ou multiplica o preço da entrada por dez…
    Abs.

  39. Tatyana Mabel disse:

    Beth e Isaac,

    Não fotografar, mesmo quando permitido, e preferir as lembranças é uma opção. Fotografar, mesmo quando proibido, é outra. Talvez simbolizem os dois extremos dessa situação que discutimos. Para a geração do Iphone, netbooks, máquinas digitais e redes sociais, contemplar exige outra lógica. É uma geração que tem, como nunca, publicizado suas experiências. No Capitólio, vi dezenas de crianças de uma escola italiana fotografando a loba que, possivelmente, viam pela primeira vez. Tomavam nota no exercício trazido da escola, ouviam a professora e fotografavam a si e aos colegas com a loba. Aquela imagem por elas produzida terá o mesmo elo afetivo que a do livro didático ou da enciclopédia de arte? Poderemos tirar delas essa possibilidade? Afinal, desde seu aparecimento e nesse contexto de democratização da edição de imagens, a fotografia tem servido para registro, para estudo, para catalogação, para org. da cronologia familiar, para partilhar lembranças. Natural que seja usada em museus. Permite um pouco de tudo isso ao cidadão comum. Mas,… tendo a concordar com Isaac em um aspecto: talvez o prolema não seja tirar fotos, mas a política dos museus em empilhar pessoas.
    Abraços..

    • conexaoparis disse:

      Tatyana
      Gostei do seu argumento. Eu tenho tendência a achar que máquinas digitais viram telas entre a pessoa e a realidade. A achar que viver, sentir a obra é mais importante que registrar.
      Mas seu argumento mostra outros aspectos do registro, outras vivências.

  40. ISAAC disse:

    Completando:

    O Louvre recebe por ano 6 milhoes de visitas. O que corresponde a 500 mil por mês; 16,7 mil por dia; 1,5 mil por HORA. Quanto ao dindim…é só multiplicar por 9 euros.

    Deus abençoe a contemplação!

  41. ISAAC disse:

    Olá Lina,

    Embarco no próximo dia 23. Vou tirar foto de tudo, literalmente.
    Quanto aos museus especificamente, também vou tirar fotos. Não to nem aí para os fiscais ou para os “pas de flash”.

    Se a direção dos museus levassem em conta de que esses lugares são para contemplação, não venderiam pencas de ingressos por dia.
    É algo como lotar o maracanã…e exigir que façam silêncio. Piada né. Se máquina fotográfica pagasse ingresso…aposto que deixavam. Rs.

    A França tem sem dúvida um dos mais representativos acervos artísticos da humanidade, as vezes, a céu aberto. No entanto há muito tempo isso deixou de ser artístico. Cada vez mais é business!

  42. Elvira disse:

    Quando vejo um cartaz de proibição, não tiro nenhuma foto pois morro de vergonha de ser abordada aos gritos.
    Mas realmente é uma pena. Acho que tirar uma foto ou outra (sem flash) não faz mal a ninguém…

    Bjs.
    Elvira

  43. Suly disse:

    Li os posts e fiquei pensando: Deus abençoe as pessoas que desenvolveram as máquinas digitais. Lembram como era antes? Rolos e rolos de filme… e depois mandar revelar… e a gente só via a foto depois da revelação. E quando as fotos não ficavam boas; que decepção! Era impossível ter fotos de tudo que se via. Valia mais a pena comprar os excelentes livros dos museus, com fotos bem feitas por fotógrafos profissionais que nos permitem ver todos os detalhes das obras.
    Acho que a gente pode encarar desse jeito. Antes a gente não fazia foto de tudo que via porque era inviavel. Não valia economicamente e como a grande maioria de nós, não é fotografo profissional as fotos além de caras, ficavam ruins.
    Atualmente com a fotografia digital a gente faz a foto, olha… se ficou ruim apaga e faz outra e outra até ter uma mais ou menos. E faz foto de tudo quanto há. Nossas fotos valem como ajudantes da memória. A maioria delas tem qualidade técnica sofrível, mas nos ajudam a lembrar como foi bom viajar e ver de pertinho, ao vivo e a cores aquela obra de arte, aquele lugar fantástico.
    Então acho que acatar as regras dos locais onde a gente vai é sempre bom; evita constrangimentos desnecessários. E se a pessoa fizer questão de ter uma foto de determinada obra de arte de um museu que não permite fotos, passe na loja do museu e compre. Com absoluta certeza a foto será muito melhor que qualquer foto tirada por você mesmo.

  44. jane curiosa disse:

    Também respeito a proibição,afinal regras são regras. Eu só não respeito quando em determinadas situações(normalmente atentados a democracia e ou aos direitos do cidadão),proibem a feitura de imagens,aí eu driblo mesmo.Em Paris,nem sofri.Eu me apaixonei pelos postes,sim,os de luz mesmo.Adoro fotografar detalhes,então desde a carpa deslizando no poste de luz junto ao Louvre e a porta aparentemente secreta na passagem dos Leões,tudo foi motivo para fazer mais de cinco mil fotos.Confesso,depois é uma delícia entrar em um museu e NÃO
    fotografar nada.

  45. Maria das Graças disse:

    Beth, penso como voce. A minha máquina fotográfica, fica lá, esquecida, no fundo da bolsa. Claro que tiro fotos da viagem mas muito poucas. Prefiro olhar e curtir para depois me lembrar. E é incrível como até hoje me lembro de coisas que até eu duvido.

  46. conexaoparis disse:

    Dodô
    Faceta desconhecida, o Dodô irônico.

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