A crise parece iminente!
Uma associação ultra-reacionária organiza um movimento contra a exposição de Murakami em Versailles. O argumento principal: ” ...nós não somos adeptos do choque de culturas e o espírito francês é mais comedido que o americano-japonês. Nós não gostamos dos falos em série fabricados pelo senhor Murakami nem dos seus pequenos personagens que ejaculam”.
Anotado.


o correto seria crise EM Versailles
Realmente essa segunda foto não parece ser de uma obra de arte!!!
Em nome da liberdade de expressão, as pessoas estão permitindo cada coisa horrorosa, tipo expor esses bonequinhos de “animê” no lindo Palácio de Versailles.
Lá por nao gostarmos não quer dizer que não seja arte….
Eu gosto de intervenções contemporâneas, mas a obra do Murakami chocou demais com Versailles, ao contrário da do Xavier Veilhan e do Jeff Koons nos anos anteriores.
Mariana,
com trinta anos morando em Paris, a Lina vez por outra mistura os idiomas e até inventa palavras.A gente já se acostumou. Um charme a mais,rrss.
Hoje em dia é ¨politicamente correto¨ chamar tudo de arte, inclusive pinturas feitas por chimpanzés que receberam ótimas críticas de especialistas. Desculpem minha ignorância sobre o tema…
Bom dia!
É lamentável tudo isso. Atualmente existe um vale-tudo em nome da arte. Até animais morrerem de fome. Lembram do episódiodo cachorro? Até gosto de contrastes, mas a produção deste artista, não agrada mesmo. Se estivesse em Paris fugiria até Versailles e iria protestar também. Não sou contra às intervenções mas acho que certos lugares deveriam ser respetiados pelo seu contexto histórico. Versailles é um palácio de sonhos e encanta os olhos dos visitantes não precisa de mais nada. Apoio o protesto.
Obrigada Mariana
Vou corrigir.
Arte nao é só o divino, a beleza , o belo e a harmonia.
Primeiro ela se libertou de deus, do divino, ali pelo renascimento.
depois ela incorporou a brutalidade no barroco com mil cabeças cortadas e esguichos de sangue.
Depois no romantismo ja foi a vez do sublime e do horror.
A invenção da fotografia, do cinema e o impressionismo, separou definitivamente a arte da reprodução do que se via a frente.
A arte se tornou livre então para discutir questões ligadas a propria arte.
A arte de Murakami, neste caso, esta mais exatamente na violencia do contraste que suas peças fabricam do que nas proprias peças.
E o objetivo é alcançado plenamente com toda essa repercussão.
O rei estave nu em versailles antes da revolução e Murakami sublinha esse fato, dessacralizando o espaço.
Por fim, a arte e o homem precisam de liberdade e espaço para brilhar, para criar e mesmo que a atual politica da frança deporte ciganos e queira padronizar o vestuario, essa terra ja foi o espaço da igualdade, fraternidade e liberdade.
O que é arte? Essa é a pergunta de um bilhão de euros… Confesso a minha quase total ignorância no assunto, apesar de frequentar museus, exposições, bienais, etc. Mas gosto de ver contrastes como o embate Murakami x Versailles. Quem ganha? Acho que nós ganhamos, por vermos Versailles com um “olhar de estranhamento”, que pode enriquecer nossa percepção. E daqui a pouco Murakami vai embora e Versailles ficará…
Foi assim com o Centro George Pompidou, com as Pirâmides do Louvre, com a Biblioteca Miterrand. Não é fácil esta mistura do tradicional com o moderno. Mas, no fundo, o povo sabe muito bem separar o joio do trigo. E sobrevive o que é bom.
O direito à liberdade de expressão, ou seja expressar seus sentimentos da forma que lhe for mais conviniente, gostar do diferente é um direito inalienável ao ser humano. Só não concordo que isto torne alguém um artista, sobretudo quando isto é feito por pessoas que tentam avaliar o que ela sente e aí você passe a representar o sentimento humano, torne-se famoso. Há algum tempo vi um escritor conhecido (desculpem nâo lembrar exatamente quem era) desmentindo totalmente o significado que os especialistas queriam dar a sua obra e que ela (a obra) nâo possuia toda aquele sentido filosófico que lhe era atribuída. Mas claro, liberdade para todos, inclusíve para o Sr. Murakami…
O bom é isso Murakani vai embora e Versailles fica.
Eu ainda prefiro as intervenções nas ruas, no espaço urbano e nos Museus. e apenas com o olhar do turista que vai para ver o palácio – residência dos reis – acho desagradável encontrar este tipo de intervenção.
Entendo que todos os artistas têm o direito de expôr sua arte. No entanto, acho que as pessoas quando vão a Versailles esperam mergulhar em uma atmosfera antiga e viajar no tempo. Talvez tais obras possar impactar emoções.
Entendo muito pouco de arte , mas a minha opinião ignorante é que esse tipo de exposição não combina nada com Versailles!A verdade é
…..que esses artistas querem causar impacto!!
Carla, eu nao sei essa exposição, mas eles preservam os espaços mais intimos do palacio como os aposentos e a famosa galeria dos espelhos. Normalmente as peças ficam em galerias secundarias, halls e nos jardins. Tudo é tão grande, mas tao grande la que, se nas fotos as obras podem chocar, pessoalmente acho que elas quase se perdem na imensidao. Por outro lado, mesmo nao gostando ou gostando, temos que admitir que isso movimenta para o presente e para o futuro o palacio. Assim aquilo lá fica sempre vivo, sempre com coisas novas e estamos aqui discutindo versailles. ele se torna assunto hoje. e assim vamos renovando o eterno interesse pelo lugar. A isso eu chamo de politica cultural impecavel. sempre movimentando o patrimonio. e assim paris e a frança nunca saem da dianteira da cultura
Eu penso que a questão não é se o trabalho do Murakani é arte ou não; se é bonito ou feio. se os bonequinhos parecem animê ou não. A questão, a meu ver, é introduzir uma exposição dessa natureza no Palácio de Versailles, inclusive em seus pontos mais nobres, como o Salão de Espelhos.
A tal sociedade pode até ser “ultra-reacionária”, como disse a Lina, mas acredito que, neste caso, há razões de sobra para indignação. Assim como as pirâmedes no Egito, o Pantheon de Atenas, ou a cidade de Pompéia, VERSAILLES faz parte do patrimônio cultural universal.
A França como país civilizado tem obrigação ética de preservar VERSAILLES como patrimônio Histórioco-cultural e não como circo. Nenhuma exposição deveria ser feita no interior do palácio. A exposição do Mirakani, choca, agridde – não fica bem em Verssailles do mesmo modo que não ficaria bem no centro da Basílica de S. Pedro no Vaticano; não ficaria bem nas ruínas de Pompeia ou no Pantheon.
Pessoas do mundo inteiro deslocam-se de seus países para conhecer Verssailles. O palácio está relacionado com um dos eventos mais importantes da História: A Revolução Francesa. Lá viveu Maria Antonieta. Como alguém disse acima, quem vai a Verssailles quer imergir no ambiente da época, imaginar os bailes, os banquetes, as vestes etc. Paga ingresso para isso. O próprio conjunto visual fica totalmente prejudicado com a inserção de “arte moderna” ao lado da relíquia arquitetônica do Pálico. Vejam acima, que horror, o boneco ao lado do busto de Julio Cesar (ou Napoleão vestido como Cesar ?).
Vejam bem bem. Não tenho nada contra o trabalho do Murakani, só não concordo com a exposição em Versailles.
Acho que a França está ficando parecida com um país que conheço: uma bagunça em nome do “politicamente correto”
Pelo que vi são as esculturas imensas, que se impõem e não compõem o local, não acrescentam, são agressivas.
Não gosto do surrealismo psicodélico de Takashi Murakabi.
Figuras pop art de mangá com mil olhos para verem e serem vistos. Parece tudo feito por máquina. Sei que tudo é feito a mão, ele desenha e seus ajudantes pintam supervisionados pela exigência dele.
Os “Inochis”, aqueles bonequinhos nojentinhos, me assutam mais que os seres abissais ou os do maligno império subterrâneo de National Kid.
Embora, como diz Jorge Fortunato, Murakabi “acabe”, Versailles fique, não gosto dele em Vuiton e não combina com Versailles.
Ficou ótimo no Brooklyn Museum. Espero que a renda da boutique Vuiton instalada na exposição tenha sido direcionada para o museu.
Com tanto sucesso ele deve estar mesmo muito preocupado com o que eu gosto ou não gosto.
Tem gente que “faz arte” e vai para o castigo, Murakame diz que faz e vai para Versailles.
Assistindo a esse debate todo, um pensamento me ocorreu: Será que Versailles era uma unanimidade quando da sua construção? Ou as “loucuras” dos monarcas da época também não chocavam as pessoas? Os impressionistas, tão considerados atualmente, eram execrados pelo status quo artístico daqueles tempos.
Lembremos também que a Torre Eiffel provocou críticas ácidas na sua época, quase foi demolida e hoje é um ícone de Paris.
De repente Murakami-san será o máximo daqui a cem anos…
Digo Murakami, embora com a certeza que Murakabi rime com acabe.
Digo Vuitton. 2 ts
Este négocio de escrever e enviar sem reler tudo na pressa do entusiasmo não dá certo.
Marcelo,
Se há opção em apreciar ou não tal exposição, está perfeito. Quanto à política cultural impecável eu discordo sem conhecer o artista em tela porque, apesar de ser efetivamente uma política cultural, para mim está longe de ser impecável quando em prol dela permitimos eventos dissociados do lugar e público que frequenta o palácio. Repita-se que não conheço o artista e me refiro apenas ao modo alternativo de atrair interessados em visitar um patrimônio cultural dessa natureza, visto que a polêmica é essa. Abraço,
Não pude deixar de opinar.
Há vários tipos de arte. Essa não me agrada, mas é gosto próprio.
O que eu acho que realmente não tem nada a ver é inserir essa arte ultra conteporânea dentro de Versailles!! Acho que o objetivo foi chocar, mas ficou de muito mal gosto, no meu poto de vista.
Pra mim, Versailles é intocável! Esas inserções eventuais – mesmo a carruagem do ano passado no portão, que eu achei muito bonita – pra mim agridem – mais do que a arte exposta lá – a própria história que o lugar representa.
Afinal, quem vai a Versailles vai pra ver o local, os ambientes, as coleções, e não o que eventualmente possa estar exposto temporáriamente mas não diz respeito ao local.
Novamente “na minha opinião”, seria como colocar o zé colmeia na basílica de São Pedro.
E pelo jeito dessa vez veremos uma nova Journé em Versailles!
Katya
Depois que escrevi fui ler os comentários!
Hugo,
Voce disse TUDO o que eu penso!
Concordo com a Carla B.
As pessoas que vão a Versailles estão querendo ver o passado, se encantar com um estilo de vida, a arte, a história, o brilho de uma época.
Acho que esse tipo de exposição deveria ir pra outro lugar. Versailles definitivamente não é pra isso.
Se a exposição tem o objetivo de agredir e se propõe a isso, ela está totalmente inadequada ao lugar. A grande maioria das pessoas que vâo à Versailles (como eu) nâo vai lá para ser “agredidas” e sim para ver a cultura de um outro período. Quem quiser contemplar as obras desse tipo de artista deve ir para galerias e museus com estas características, assim como quem quer praia, mar e sol vá para o Rio de Janeiro e não para Paris.
Fico feliz em ver que as pessoas estão se posicionando contra essa exposição. Eu fui a Versailles na semana passada e achei muito ruim ver esses bonequinhos horrorosos misturados aos objetos de arte, quadros e relíquias do Castelo. Fui lá para ver o “passado” como bem disse um amigo anteriormente e me deparei com essas coisas que atrapalharam minha contemplação de Versailles como ele é realmente. Os bonecos estão espalhados por todo os cantos, inclusive na sala dos epelhos, nos aposentos reais, enfim…. uma discrepância total. Passei o dia lá e presenciei o descontentamento da maioria das pessoas que visitavam o local. Registro aqui minha indignação!
Considero que todos que estão defendendo essa exposição de gosto duvidoso (para os outros, pq para mim não tenho dúvidas de que é uma exposição horrorosa) é porque não tiveram o desprazer de, justamente quando fizeram a tão sonhada viagem para a França se depararam com esses malditos bonecos com cara de capeta bem no meio de TODOS os ambientes do lugar (inclusive os jardins). Eu sonhava em conhecer Versalhes desde que vi uma imagem do castelo num livro de história da 5ª série, aí vc planeja, faz a viagem e aí a maioria das fotos do lugar são “premiadas” com essa exposição. Lamentável, é o mínimo que posso dizer.
Respeito todas as formas de arte, mas numa cidade com inúmeros museus (inclusive de arte moderna e contemporânea), para quê “misturar os assuntos”? Acho que se alguém estivesse com vontade de ver esse tipo de arte, se dirigiria para o Georges Pompdou ou coisa que o valha. Ou mesmo em Versalhes, que tem dezenas (pra não dizer centenas) de cômodos que estão vazios, poderia-se concentrar os trabalhos de qualquer exposição paralela e abrir aquele espaço só para isto. Então, quem comprasse o ingresso para Versalhes e tivesse interesse em conhecer tal “anexo”, visitaria, sem custo adicional. Agora, misturar? Em Versalhes NÃO. Fica meu protesto veemente!
Pessoal, o tema é, no mínimo, perturbador. A função da arte sempre foi, e é, instaurar a dúvida, movimentar a alma de quem a vivencia. Esbarrar com obras do porte que vejo nas fotos acima éaterrador. Indo a um dos lugares mais tradicionais da França – senão do mundo, pelo papel político que representou até o século XVIII – e encontrar essas esculturas me faz pensar exatamente no que um museu representa: um emaranhado de artigos de valor histórico, ou um local de interação de culturas, um mergulho na diversidade humana. Sou fiel à curadoria de Versailles, creio que eles devem ter pensado muito no que fariam, até chegar a essa conclusão. Está certo, ver uma boneca de acrilico (será esse o material?) ao lado de um busto sacralizado é reprovador. Mas não seria a arte uma reprovação aos padrões pré-estabelecidos?
Fica a pergunta…
O problema é que o artista está utilizando um público que não é dele e na grande maioria não quer ser seu público. Perguntem na entrada de Versailles quantas pessoas estão indo lá para a exposição. É facil alavancar um artista e depois dizer que ele fez uma esposição que foi vista por dezena de milhares de pessoas.
Paris não se resume a Versailles, se os malditos bonecos aparecerem nas fotos utilizem o photoshop para retira-los.
Gosto também de uma polêmica (rs). Nesse caso, estou com o Marcello Brito. Sem acrescentar nada ao que ele disse. A obra não fica parada no seu tempo. Releiam com atenção as sábias palavras do Marcello nos dois comentários que fez. Eu me divirto ao invés de ficar irritado ou ofendido. Posso gostar ou não gostar (isso é outra coisa, como muitos já disseram aqui). Já discutimos isso aqui e alguém disse que a arte tem o poder (daí ser fascinante) de te “deslocar”!
Aí que está o ponto, Luciano Melo. Ninguém quer ser o público dele. É simples assim. Como falei, se alguém estivesse interessado em um trabalho de arte moderna, contemporânea (sei lá como isso se classifica), iria num museu com esse tipo de direcionamento (o que não falta em Paris são museus dos mais variados tipos).
Viviane, a questão não se resume só a fotos. Eu, apesar de tirar centenas de fotos do local, parei várias vezes para ficar um bom tempo apenas contemplando, “viajando” no ambiente. A exposição dele FERE totalmente o sentido do local. E, sim, concordo, Paris não se resume a Versalhes (até pq Versalhes não é em Paris, é uma cidade a parte), mas o ponto alto da minha viagem considero que foi Versalhes, por vários motivos.
Sou da opinião dos que se preocupam com a liberdade de escolha dos que vão até Versailles para ver o castelo e sua beleza.
Ir a um lugar destes e ser obrigado a ver esta exposição, na minha opinião, retira essa liberdade pelo modo que as peças, não vou chamar de obras, foram colocadas.
Claro, seria possível argumentar que você poderia ir em outra data quando encerrada a exposição mas isso é para os felizardos que tem disponibilidade de visitar Versailles quando desejarem.
E os inúmeros como eu que organizam uma viagem, fecham os termos e depois são brindados com a informação de que terão esta exposição da forma que foi feita.
Entendo que deveria ser colocada em uma ala separada ou, pelo menos, deveriam ser preservadas as atraçôes principais que são buscadas pelos turistas que vão ao local e não à exposição.
Pelo que vi das imagens a idéia foi justamente impor a exposição aos visitantes, queiram eles ou não “apreciar” seu conteúdo.
Como foi dito acima, existe lugar para tudo e acho que não foram felizes na escolha do lugar.
Daqui a pouco os “artistas” poderão pleitear “intervenções” nas igrejas, sinagogas, e museus com finalidades diversas, que tal uma camiseta pop no Davi, um chápeu estiloso no Moisés, uma intervenção musical na Capela Sistina ou uma saia na Vitória de Samotrácia afinal é arte e deve ser respeitada pela liberdade artística e de expressão.
Melhor ainda, que tal uma iluminação de neon na Torre Eiffel para gerar dúvidas e discussões.
Quanto à questão de evolução da arte, deve ocorrer e ser respeitada mas dentro de certos limites sem ser imposta aos que não desejam dela compartilhar e sem prejudicar os turistas que vão até determinado lugar por ele e não por intervenções externas sem qualquer relação.
Claro, é só minha opinião.
Estou em Paris e vi a exposição acho que no dia em que foi aberta, dia 14.
Eh ridicula. Foi consenso geral isso. Muito mal gosto expor essas Hello Kitties em Versalhes.
Desculpem a ortografia. O teclado nao ajuda.
Eu não vejo nada demais na interferência das obras de Murakami no palácio de Versalhes. Os franceses adoram esses contrastes e as consequentes discussões…
Em nome da liberdade artística e de expressão, se comete todo tipo
de gafe. Essas figurinhas que foram expostas em Versailles são
pavorosas, de uma estética duvidosa e não deveriam se misturar
aos ambientes do belo e famoso palácio, uma referência histórica
e grande atração turística da França.
Já que queriam contemplar o autor dos bonecos com uma exposição
poderiam ter escolhido outro lugar, afinal Paris conta com inúmeros
museus e galerias de arte que poderiam abrigar a obra do Murakami
sem causar essa espantosa agressão artística-estética em um ambiente
inapropriado para as tais figurinhas.
Essa confusão toda me fez lembrar dos escandalosos “poufs” da Marie Antoinette na própria Versailles… tão pavorosos e estranhos para o ambiente, naquela época, como os bonecos, hoje. E mesmo assim viraram tendência… Como Marcello sabiamente disse, a França sempre tentando se superar nas artes de fazer arte.
Murakami já conseguiu o que queria!!! Se aqui já deu pano para mangas, imaginem na França o pau que deve estar rolando… Eu nem gosto do cara, acho sua arte(?) apelativa e estranha, mas reconheço que a provocação surtiu muito efeito. Se eu conseguir ver essa exposição, acho que nunca mais verei Versailles do mesmo jeito, mesmo quando Pokemon e sua turma forem embora…
Fico impressionado como esses artistas conseguem chegar tão longe com um trabalho inspirado em bonecos de desenho animado e mangas.
Colorido por colorido porque o nosso Romero Brito não consegui espor em Versailles também?
Ele é um grande marqueteiro, isso sim.
Marco Antônio,
Você citou o Romero e vou lembrar também do Aldemir Martins igualmente talentoso. Gosto muito de ambos. Eles brincam muito com cores vibrantes.
O apelo erótico da boneca da segunda foto, ficaria bem no museu do sexo em Amsterdam. Ah, tá bom… em Nova Iorque também. Mas no Château de Versailles? Rsrsrs.
Não tomem como provocação, pois é sincero :-passado o susto inicial, não acho que o ESPÍRITO dessas esculturas verdadeiramente se choque com o ESPÍRITO de Versailles. Para mim há entre eles uma verdadeira concordância no âmbito dos seus ditames estéticos. Hoje, Maria Antonietta pode não estár por lá, mas vemos essa “bonequinha de luxo” siliconada como seu fantasma com “vestes” de nossa época…Aquela outra “monstrinha-robô” faria no presente as vezes das intriguentas cortesãs da rainha? rsrs Enfim, para mim a exposição cumpre, sim senhores, um papel bem interessante!
Olá Beth
Respeito a sua opinião, assim como a todos os demais que aprovam as exposição do Murakami em Versailles. Entretanto, como seu fã de caderninho, sempre acompanhando seus bons comentários aqui no Conexão Paris, confesso que fiquei surpreso com seu comentário não vendo “nada demais na interferência das obras de Murakami no palácio de Versalhes”.
Os franceses podem até gostar, mas Versailles está além do entretenimento dos franceses. Não é um local de simples entretenimento, é um monumento histórico. Pessoas atravessam oceanos para conhecer Versailles de Luiz XV, da Revolução Francesa, de Maria Antonieta. A maioria só tem oportunidade de fazer isso uma vez na vida, quando muito. Não é justo que, ao chegarem para realizar um sonho, se deparem com o palácio transformado em um parque de pokemons
Lugares como Versailles não são apenas bonitos; não são apenas para serem vistos como uma tela na parede. São quase sagrados; são monumentos da humanidade. Versailles, particularmente, está ligado a grandes eventos, Seus cômodos e salões evocam histórias de muito sofrimento, de muito sangue. É emocionante ver o quarto de Maria Antonieta, imaginar os bailes no salão de espelhos. Não poderia ser maculado dessa forma. É paradoxal que um dos países mais cultos do mundo de um exemplo de tamanha incivilidade.
Hugo
Já que a exposição do Murakami está lá, não tem porque deixar de visitar o Palácio. Afinal, foi uma decisão da Curadoria do Patrimônio, que é das mais eficientes, caso contrário o monumento não estaria tão bem conservado até hoje….
Quando estive lá este ano havia outra exposição de um escultor contemporâneo que não interferiu em nada no meu prazer em revisitar o castelo. Assim como, uma vez, visitando o Museu Rodin, também lá encontrei uma exposição de esculturas contemporâneas italianas. Aliás, este ano vai ter uma exposição do Henry Moore no Rodin, vi o anúncio esses dias. Combinar arte contemporânea com o acervo da casa é um hábito tradicional na França.
Eu fui contra a construção da Tour Montparnasse (participei até de passeata contra) que continua lá apesar da minha vontade, risos. Mas não é por isso que eu vou deixar de ir a Paris sempre que puder…
Um abraço.
Marcelo Mod, dá para imaginar o erotismo de Maria Antonieta? Ela adoraria Hello Kitty; madona, Lady Gaga…(risos).
Estou com Marcello Brito, Beth e os que se manifestaram aqui no sentido de relativizar o impacto.
Normalmente nao gosto de arte(?) contemporanea. Do tipo: entrar em um iglu para ver uma latinha de coca cola (sim, ja me aconteceu no Pompidou).
Mas gosto desse tipo de transgressao da curadoria do Versalles. Da o que falar. Tira o pó! Gera polemica. Gostemos ou nao das peças do Murakami. Isso é outra coisa. Viva a liberdade de expressao!
Eymard
Esse seu comentário sobre Maria Antonieta me lembrou o filme cult das meninas de hoje, risos. Laurinha adorou o tenis “all star” misturados com os sapatinhos de época. Sem falar nos doces do Ladurée. E eu adorei o som do filme, maior balada. S. Coppola sabe das coisas….
Hugo, em geral concordo com os seus comentarios. Mas acho um exagero dizer que Vesailes é um lugar sagrado! Nao! Versailles, definitivamente, é bem profano! As peças nao desrespeitam o lugar. Apenas contrastam. Nao vejo ato de “incivilidade”. Voce jogou pesado no comentário (risos).
Assim como Eymael que sonha chegar ao segundo turno, eu também sou otimista!
e o que isso tem a ver com a nossa discussão aqui? Nada, mas não pude resisitr ao entusiasmo do Eymael, o democrata cristão!